Inflação é 'risco real' com crise no Oriente Médio, diz CEO da Stellantis

Filosa afirmou que é preciso se preparar para 'gerenciar' alta dos preços

7 abr 2026 - 18h33
(atualizado às 18h41)

O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, alertou nesta terça-feira (7) que a inflação pode ser um risco real para o setor automotivo caso o conflito no Oriente Médio não se resolva rapidamente.

Filosa afirmou que é preciso se preparar para 'gerenciar' alta dos preços
Filosa afirmou que é preciso se preparar para 'gerenciar' alta dos preços
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A crise foi deflagrada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã, que reagiu com bombardeios contra países da região que abrigam instalações militares americanas, além de bloquear o Estreito de Ormuz.

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Essa rota marítima é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, e seu fechamento provocou uma disparada nos preços de commodities energéticas, que agora arrisca pressionar a inflação em países mundo afora.

"Acredito que a inflação seja o indicador macroeconômico que a gente precisa se preparar para gerenciá-lo nos próximos meses", disse Filosa em uma coletiva de imprensa em São Paulo.

"O meu desejo e de muitas pessoas é que tudo se resolva rapidamente, aí talvez os impactos sejam menores, mas é claro que se a volatilidade continuar, a inflação é um risco real que teremos pela frente", acrescentou o CEO.

O executivo ainda lembrou que a Stellantis vem enfrentando "dificuldades" no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, e já prevê "algumas perdas de volumes" na região, que ainda são "gerenciáveis neste momento". "Mas dependerá muito da evolução da crise geopolítica", salientou.

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