Michel Paul, correspondente da RFI em Jerusalém e agências
O trabalho das equipes de resgate é arriscado porque a ogiva do míssil, uma carga massiva de 450 quilos que não chegou a explodir no impacto, permanece entre os escombros, o que obrigou a evacuação total da área.
O ataque a Haifa não foi isolado. Cerca de 20 locais foram atingidos em diferentes partes do país, especialmente na região de Tel Aviv, por mísseis equipados com submunições, um novo patamar de violência no conflito.
A escalada também afeta países vizinhos. A República Islâmica lançou novos ataques contra os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, causando danos a instalações energéticas e a um complexo ministerial.
No Líbano, quatro pessoas morreram e 39 ficaram feridas em um ataque israelense ao sul de Beirute, segundo o Ministério da Saúde. Outra ofensiva matou três pessoas na região leste da capital. Em Kfar Hatta, sete civis, sendo seis da mesma família, morreram em um bombardeio pela manhã.
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, prometeu intensificar as operações contra o Hezbollah libanês.
Já a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) manifestou preocupação no domingo com os ataques do Hezbollah e das tropas israelenses realizados nas proximidades de suas posições, que "podem provocar respostas".
A Finul declarou, em um comunicado, estar "extremamente preocupada com os ataques realizados tanto por combatentes do Hezbollah quanto por soldados israelenses nas proximidades de nossas posições, que poderiam provocar respostas", apelando às duas partes para que "deponham as armas" e "trabalhem seriamente em prol de um cessar-fogo".