Irã executa homem acusado de ligação com EUA e Israel após onda de protestos

Execução ocorre após protestos que começaram por crise econômica e se ampliaram em meio à escalada do conflito com Israel e Estados Unidos, com divergência sobre número de mortos

6 abr 2026 - 07h50
Resumo
O Irã executou nesta segunda-feira, 6, um homem condenado por atuar em nome de Israel e dos Estados Unidos durante a onda de protestos antigovernamentais registrada em janeiro, informou o Judiciário iraniano.
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O Irã executou nesta segunda-feira, 6, um homem condenado por atuar em nome de Israel e dos Estados Unidos durante a onda de protestos antigovernamentais registrada em janeiro, informou o Judiciário iraniano.

Segundo o site Mizan Online, ligado ao poder judicial, Ali Fahim foi enforcado após a Suprema Corte revisar o caso e confirmar a sentença. Ele foi descrito pelas autoridades como "um dos elementos inimigos dos motins terroristas".

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A execução é a mais recente relacionada às manifestações que começaram em dezembro, inicialmente motivadas pelo alto custo de vida, e que evoluíram para protestos em escala nacional contra o governo, com pico nos dias 8 e 9 de janeiro.

O caso ocorre em meio à escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro, após bombardeios que mataram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com o Mizan Online, Fahim foi condenado por atuar contra o país em nome do que o regime classifica como "regime sionista e Estados Unidos", além de ter invadido uma instalação militar para obter armas.

As autoridades iranianas afirmam que os protestos começaram de forma pacífica, mas passaram a ser "instigados do exterior", resultando em episódios de violência e vandalismo.

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O governo do Irã afirma que os protestos deixaram pouco mais de 3 mil mortos. Já a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, estima que o número ultrapasse 7 mil vítimas, a maioria manifestantes. /AFP

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