Chan Thao Phoumy, de 62 anos, nasceu no Laos e naturalizou-se francês. Ele estava entre um grupo de 89 suspeitos presos em 2005 por tráfico de drogas, antes de ser condenado à prisão perpétua em 2007 e à pena de morte três anos depois. Ele era acusado de fazer parte de uma rede de tráfico de metanfetamina.
Em um comunicado divulgado na noite de sábado, o Ministério das Relações Exteriores da França disse ter recebido "com consternação" a notícia de sua execução, "apesar dos esforços das autoridades francesas, inclusive para obter uma absolvição por clemência por razões humanitárias".
"Lamentamos particularmente que a equipe de defesa do Sr. Chan não tenha tido acesso à audiência final, o que constitui uma violação de seus direitos", acrescentou o comunicado.
Questão de soberania
Ao jornal Le Monde, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que "o combate ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada por todos os países" e que, no país, "os réus são tratados de forma igualitária, independentemente de sua nacionalidade".
A China já executou diversos estrangeiros por tráfico de drogas, embora não publique estatísticas sobre a pena de morte. A posse de pelo menos 50 gramas de heroína ou metanfetamina é passível da pena de morte no país.
O tema é, para Pequim, uma questão de soberania nacional, destaca Le Monde, mesmo que as execuções resultem em incidentes diplomáticos com países aliados - em especial aqueles que aboliram a pena capital.
Outros casos
Na época da condenação de Chan, penas de morte de vários estrangeiros foram executadas, como as de quatro japoneses e a do primeiro europeu desde 1951, o britânico Akmal Shaikh. Todos foram condenados à morte por tráfico de drogas.
Mais recentemente, quatro réus com cidadania canadense foram executados em março de 2025, apesar dos protestos de Ottawa.