O Irã suspendeu todos os canais de comunicação diplomáticos e indiretos com os Estados Unidos, segundo informou o jornal estatal Tehran Times nesta terça-feira (7).
De acordo com a publicação, "todas as trocas de mensagens também foram interrompidas". O veículo é considerado próximo a setores mais radicais do governo iraniano.
Em paralelo, imagens divulgadas pela agência Fars News Agency mostram mobilizações de civis em diferentes pontos do país em frente a infraestruturas estratégicas, como pontes e usinas elétricas.
Em Ahwaz, no sudoeste do país, manifestantes foram vistos na ponte Pol Sefid segurando uma grande bandeira iraniana. Outras concentrações ocorreram nas proximidades da usina Shahid Rajaee, perto de Teerã, e em uma instalação elétrica na cidade de Tabriz, no norte.
As manifestações acontecem após o oficial iraniano Alireza Rahimi convocar jovens a formarem "correntes humanas" para proteger estruturas que poderiam ser alvo de eventuais ataques dos Estados Unidos e de Israel, mencionados em declarações recentes do presidente Donald Trump.
Em resposta às ameaças, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que "a força da cultura, da lógica e da fé na causa justa de uma nação civilizada certamente prevalecerá sobre a lógica da força bruta".
Ele acrescentou que o país utilizará "todas as suas capacidades e recursos" para defender seus interesses.
Do lado americano, a Casa Branca declarou que Trump é "o único" que sabe quais serão os próximos passos em relação ao Irã, sem fornecer detalhes adicionais.