Europeus devem preencher quase todas as lacunas deixadas pelos EUA em planos de defesa da Otan, diz fonte

1 jul 2026 - 17h37

A Otan deve ‌anunciar em sua cúpula de Ancara, na próxima semana, que seus membros europeus preencheram quase todas as lacunas deixadas pelos Estados Unidos nos planos de defesa da aliança, informou uma fonte da Otan à Reuters nesta quarta-feira.

A principal lacuna que a Otan ⁠ainda tem dificuldade em preencher é na área de bombardeiros estratégicos, ‌após os EUA afirmaram que disponibilizarão apenas uma aeronave em vez de duas, disse a fonte, que falou sob condição ‌de anonimato.

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Os EUA comunicaram aos seus aliados ‌em maio que haviam decidido reduzir o conjunto de ⁠capacidades militares comprometidas com a aliança transatlântica em caso de crise, levantando questões urgentes enquanto os líderes se preparam para a cúpula da Otan em Ancara, de 7 a 8 de julho.

A medida visa acabar gradualmente com uma "codependência não saudável" das forças ‌americanas, conforme Washington enfrenta a possibilidade de conflitos simultâneos em diferentes ‌locais, segundo o comandante-chefe ⁠da Otan, ⁠o general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich.

Em meados de junho, o ⁠secretário-geral da Otan, Mark ‌Rutte, afirmou que outros aliados ‌estavam aumentando suas contribuições e preencheriam "muitas" das lacunas, mas não forneceu detalhes.

Questionado sobre o assunto, um porta-voz da Otan se referiu a essas declarações de Rutte.

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Os EUA não divulgaram ⁠publicamente detalhes sobre suas reduções, mas elas abrangem desde aeronaves de reabastecimento até caças, drones e navios, de acordo com números fornecidos à Reuters por uma fonte militar.

O número de caças F-15 e F-15E dos ‌EUA à disposição da Otan cairá em um terço, para 99, e o número de drones MQ-4 e MQ-9 Reaper cairá ⁠pela metade, para 12, segundo a fonte.

O número de aeronaves de reabastecimento KC-135 e KC-46 cai de 79 para 63, enquanto apenas um bombardeiro estratégico e um porta-aviões seriam alocados, em vez de dois.

O número de aeronaves de patrulha marítima cai de 26 para 15, o número de contratorpedeiros cai de 17 para nove, e o único submarino equipado com mísseis de cruzeiro também sai da conta.

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A aliança da Otan está sob pressão sem precedentes, com alguns países europeus preocupados com a possibilidade de Washington concretizar as repetidas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de se retirar da aliança.

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