De acordo com o documento, consultado pela AFP nesta quinta-feira (12),6,6 toneladas foram apreendidas de mulas aéreas em 2025, incluindo quase 2,9 toneladas de cocaína e 2,7 toneladas de maconha. O tráfico está "sobrecarregando as forças policiais", ressalta o órgão.
O Ofast estima que traficantes tenham importado pelo menos 20 toneladas de cocaína para a França, principalmente através dos aeroportos parisienses. Em 2024, foram apreendidas 6,8 toneladas transportadas por mulas aéreas, incluindo 4,1 toneladas de cocaína.
Em 2025, 1.322 pessoas foram interceptadas transportando drogas por vias aéreas, em comparação com 1.607 no ano anterior. A diminuição é explicada, em parte, por "mudanças nas rotas para evitar voos que são alvo de controles" e pela opção por rotas marítimas ou transporte aéreo. Segundo o Ofast, uma mula bem-sucedida em cada dez garante a lucratividade da operação.
200 kg de cocaína na bagagem
Para transportar os entorpecentes, as mulas podem ingerir os narcóticos (até 3,5 kg), carregar as drogas ou esconder nas malas de diversas formas. Em março, seis passageiros do mesmo voo, partindo de Fort-de-France, foram presos no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com mais de 200 kg de cocaína escondidos em suas bagagens.
As mulas de cocaína são predominantemente homens e 57% são de origem francesa. Eles recebem entre € 1.500 e € 10.000 (o equivalente a entre R$ 9.000 e R$ 60.000), dependendo do meio de transporte e da quantidade. De acordo com os investigadores, a cocaína destinada à França continental vem principalmente da Guiana Francesa, das Antilhas Francesas ou do Brasil.
Com agências