Os números mais do que dobraram comparados às primeiras estimativas do domingo, que apontavam 19,37% ao meio-dia. Além disso, o dado representa um aumento de 10 pontos em relação ao primeiro turno de 2020, afetado pela Covid, quando 38,77% dos eleitores haviam ido às urnas no mesmo horário.
Neste primeiro turno das municipais, quase 49 milhões de eleitores franceses foram convocados a votar. Os departamentos com maior participação às 17h foram Córsega do Sul (72,43%), seguido por Alta Córsega (63,44%), Creuse (62,31%) e Altos Alpes (62,28%).
Na parte inferior do ranking, a região de Côte-d'Or (36,86%) aparece em último lugar. Em Paris, a participação eleitoral foi de 44,01% no mesmo horário, de acordo com o Ministério do Interior.
Durante a manhã, várias personalidades políticas francesas foram fotografadas nos locais de votação. É o caso do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, que votou na cidade de Vernon, onde também concorre ao cargo de prefeito.
A legislação francesa permite o chamado "acúmulo de mandatos", que autoriza um político a exercer simultaneamente determinadas funções locais e nacionais. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, compareceu a uma seção de voto em Le Touquet, no norte do país, no início da tarde.
O pleito, realizado em 34.875 cidades, é considerado um teste, a um ano das próximas eleições presidenciais. Uma grande maioria dos eleitores vota com base em suas preocupações locais, em uma eleição menos polarizada do que a nacional, mesmo que algumas prioridades.
RFI com agências