EUA avançam com negociações sobre mísseis Patriot para Ucrânia, dizem fontes, apesar das dúvidas de Trump

5 ago 2026 - 15h23
(atualizado às 15h59)

Os EUA estão avançando ‌nas negociações para permitir que a Ucrânia fabrique mísseis interceptadores Patriot, que Kiev deseja urgentemente para se defender dos ataques russos, mesmo depois que o presidente Donald Trump colocou em dúvida tal acordo, afirmaram quatro fontes a par das discussões.

As discussões incluem a opção de a Ucrânia fabricar alguns componentes para montagem final em outro local na Europa, acrescentaram as ⁠fontes.

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Kiev vem buscando mais PAC-3s, o mais novo tipo de míssil Patriot e uma das poucas ‌armas capazes de derrubar os mísseis balísticos que a Rússia vem lançando contra a Ucrânia em número cada vez maior.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse nesta quarta-feira que conversou com ‌o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, sobre a possibilidade ‌de garantir mais interceptores de defesa aérea. Zelenskiy havia alertado no sábado que ⁠seu país ficou sem mísseis Patriot e que apenas um dos 27 mísseis balísticos disparados por Moscou naquele dia havia sido abatido.

Durante uma reunião com Zelenskiy em Ancara, na Turquia, no mês passado, Trump disse que os EUA concederiam à Ucrânia uma licença para fabricar PAC-3s, o que representaria um grande impulso para Kiev.

Mas, na semana passada, Trump pareceu mudar de ‌rumo após o que duas das fontes descreveram como uma reunião difícil com Zelenskiy na Casa ‌Branca. Ele afirmou aos repórteres que ⁠os EUA não ⁠haviam concordado em permitir que a Ucrânia fabricasse mísseis Patriot e que os EUA devem ser "muito cuidadosos ao ⁠permitir que alguém os fabrique".

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Os apelos de Zelenskiy ‌pela produção nacional de interceptores, ‌necessários para o sistema Patriot, haviam sido amplamente deixados de lado por Washington enquanto a guerra continuava, devido a preocupações de segurança levantadas por executivos do setor e oficiais militares dos EUA, disseram três das fontes.

O enviado de Washington à Otan, Matthew ⁠Whitaker, está agora liderando os esforços para chegar a um acordo e viajou para Kiev no mês passado para discutir a questão e avaliar opções com autoridades ucranianas e executivos da indústria de armas, disseram as quatro fontes.

"Não foi dada nenhuma ordem para interromper as discussões", disse uma das fontes, acrescentando que as ‌negociações continuaram com fabricantes de armas dos EUA, autoridades militares e outros.

A Casa Branca se recusou a comentar o assunto.

As opções em consideração incluem a fabricação de componentes do Patriot ⁠na Ucrânia e o envio desses componentes à Alemanha para montagem final, a inclusão da Ucrânia em um programa já existente de interceptores Patriot entre os EUA e a Europa e a permissão para que Kiev fabrique uma versão mais barata do PAC-3, segundo as quatro fontes.

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As fontes tiveram o anonimato garantido para falar livremente sobre as deliberações internas do governo.

Whitaker aproveitou a visita do mês passado a Kiev "para explorar oportunidades de colaboração em inovações no campo de batalha, como drones, que beneficiarão os combatentes dos EUA", disse seu porta-voz, sem mencionar especificamente a iniciativa do Patriot.

Uma autoridade de alto escalão do governo Trump afirmou que os EUA estão "explorando várias vias possíveis para uma futura cooperação industrial em defesa com a Ucrânia", acrescentando que qualquer acordo deve priorizar a segurança da tecnologia norte-americana.

A embaixada da Ucrânia em Washington não respondeu a um pedido de comentário.

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