Homem-bomba mata 14 pessoas durante manifestação contra extremismo islâmico no Paquistão

Ataque atingiu ato em Kabal, no Vale do Swat, em protesto contra o ressurgimento de grupos radicais na região, deixando mais de 20 feridos

2 ago 2026 - 17h56
Homem-bomba deixa pelo menos 14 mortos durante manifestação contra extremismo islâmico no Paquistão.
Homem-bomba deixa pelo menos 14 mortos durante manifestação contra extremismo islâmico no Paquistão.
Foto: Reprodução/ Redes Socias

Ao menos 14 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas neste domingo (2) após um atentado suicida durante um comício contra o extremismo islâmico na cidade de Kabal, no Vale do Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão. As informações são da agência de notícias americana Associated Press (AP).

Segundo as autoridades locais, a maioria das vítimas era formada por civis e policiais que participavam de uma manifestação próxima a uma delegacia para exigir mais segurança e medidas contra o avanço de grupos militantes na região.

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De acordo com o chefe de polícia do distrito, Omar Khan, manifestantes entoavam palavras de ordem em defesa da paz quando o homem-bomba detonou os explosivos.

Testemunhas relataram que, pouco antes da explosão, os organizadores do ato cobravam uma atuação mais firme do Estado contra os grupos armados e afirmavam que a população queria voltar a viver sem o medo da violência que marcou a região nos últimos anos.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, condenaram o atentado e prestaram solidariedade às famílias das vítimas. Em comunicados, ambos reafirmaram que o país continuará combatendo o terrorismo e determinaram que os feridos recebam atendimento médico adequado.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

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Região voltou a registrar presença de militantes extremistas

O Vale do Swat foi um dos principais redutos de grupos extremistas islâmicos no Paquistão durante os anos 2000. Na época, militantes impuseram uma interpretação rígida da Sharia, a lei islâmica, até serem expulsos por uma grande ofensiva do Exército paquistanês iniciada em 2007.

Nos últimos meses, porém, autoridades e moradores têm relatado o ressurgimento de militantes na região, aumentando os temores de uma retomada da influência do Talibã paquistanês. Em resposta, comunidades locais passaram a organizar manifestações frequentes para cobrar maior presença das forças de segurança e impedir o fortalecimento desses grupos.

Fonte: Portal Terra
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