Ao ver Major RD vestido de Nossa Senhora Aparecida na capa e nas fotos de divulgação de seu álbum ‘Alfa’, surge na mente um trecho de música de Pepeu Gomes.
“Se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino.”
O rapper comete uma ousadia ao se apropriar de uma das imagens mais sagradas para o Catolicismo brasileiro.
A escolha também provoca uma reflexão sobre identidade e representação.
Ao vestir-se de uma figura historicamente associada ao feminino e à maternidade, o artista embaralha as fronteiras convencionais entre gêneros.
É também muito simbólico ver um homem preto incorporando uma santa considerada negra, ainda que provavelmente a cor original da imagem tenha sido branca.
Segundo o portal Rap Mídia, não foi uma escolha meramente estética ou para viralizar nas redes sociais.
Major RD teria sido criado em um lar católico por mulheres devotas da santa.
Carioca, Rodrigo Freitas Fernandes Morais, de 29 anos, começou em batalhas de rimas enquanto trabalhava como açougueiro.
O rapper Xamã, de quem era amigo, foi um de seus maiores incentivadores a seguir na música.