As Forças Armadas israelenses afirmaram ter iniciado ataques direcionados no sul do Líbano na quarta-feira, em resposta a uma "violação do Hezbollah", um dia após a realização, em Roma, da mais recente rodada de negociações entre Israel e Líbano, mediadas pelos Estados Unidos.
O Ministério da Saúde libanês informou que um ataque israelense à cidade de Tibnin, no sul do país, matou uma pessoa e feriu outras 12.
As Forças Armadas de Israel haviam informado, em comunicado anterior, que emitiram um alerta de retirada para a vila de Mansouri, a cerca de 25 km de Tibnin, afirmando que agiriam contra o grupo apoiado pelo Irã na região.
Esse foi o primeiro alerta online emitido pelas Forças Armadas para o Líbano em mais de um mês.
No final de junho, foram lançados panfletos sobre a vila instruindo os moradores a se retirarem, já que Israel havia incluído Mansouri em uma zona tampão autodeclarada no sul do Líbano, informou na época um alto oficial militar libanês à Reuters.
Alguns agricultores libaneses continuavam a acessar seus campos e casas nas localidades, apesar da presença das forças israelenses nas proximidades.
Em 26 de junho, Líbano e Israel chegaram a um acordo de segurança mediado pelos EUA com o objetivo de amenizar as hostilidades ao longo da fronteira, mas Israel afirmou que manteria uma zona de segurança no sul do Líbano para eliminar a ameaça do Hezbollah.