O deputado italiano Enzo Amich solicitou a repatriação das cinzas do empresário Fabio Campagnola, assassinado em 2023 em Alagoas por um policial militar aposentado após uma discussão. No Parlamento, Amich ressaltou a dor da família, que aguarda a devolução dos restos mortais, e chamou atenção para a dificuldade enfrentada por parentes de cidadãos mortos no exterior. Ele confia que a boa diplomacia entre Itália e Brasil agilizará o processo, garantindo dignidade à memória do italiano.
Um deputado italiano pediu que as cinzas do empresário Fabio Campagnola, assassinado em 2023 no Brasil, onde vivia e administrava uma sorveteria, sejam repatriadas para a Itália.
Natural de Casale Monferrato, Campagnola foi morto em frente ao seu estabelecimento (Il Meneghino), na Praia do Francês, no litoral sul de Alagoas. O autor do crime foi o policial militar aposentado José Pereira da Costa, que matou o italiano após uma discussão envolvendo um carrinho de churros.
"É um caso profundamente comovente. Há uma mãe de 78 anos esperando pelo retorno de seu filho, e uma família que deseja um local onde possa se reunir e manter viva a memória dele. É um desejo legítimo, que merece atenção e sensibilidade", declarou o deputado Enzo Amich durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados.
Natural da mesma cidade que Campagnola, Amich integra o partido Irmãos da Itália (FdI). Em sua manifestação, o parlamentar ampliou a discussão para incluir outras famílias que, em situações semelhantes, precisam lidar não apenas com a dor da perda, mas também com as dificuldades envolvidas na repatriação dos restos mortais de parentes que morreram no exterior.
"É importante que tais situações não permaneçam na invisibilidade e que encontremos formas de atender a essas necessidades, respeitando os trâmites estabelecidos", afirmou Amich.
O deputado também destacou as boas relações entre Itália e Brasil e manifestou a expectativa de que essa parceria "facilite uma resolução rápida para o caso Campagnola".
Segundo ele, o envio das cinzas do empresário ao país natal representaria "um gesto de respeito para com aqueles que já não estão entre nós, e um sinal de cuidado com aqueles que ainda aguardam o seu retorno". .