Catar diz que mantém esforços de mediação entre EUA e Irã para evitar uma escalada

7 nov 2026 - 12h34
Resumo
O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, afirmou que mantém a mediação entre EUA e Irã para conter a escalada regional e confia em um acordo viável, apontando a disposição contínua de Washington pós-eleições. A iniciativa ocorre em meio a tensões crescentes, incluindo relatos de mísseis na ilha iraniana de Qeshm, temores de novos ataques ordenados por Donald Trump, ameaças de retaliação iraniana a alvos dos EUA e de Israel e a rejeição a um plano prévio proposto por Teerã.

O primeiro-ministro do Catar ‌afirmou que os esforços de mediação do país entre os EUA e o Irã continuam, com o objetivo de impedir que a situação na região saia do controle, segundo reportagem da ⁠emissora Al Jazeera divulgada no sábado.

O governo dos ‌EUA continua disposto a encontrar uma solução mesmo após as eleições de meio de ‌mandato, sinalizando que o interesse ‌de Washington em chegar a um acordo ⁠não mudou, afirmou o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani.

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Houve avanços significativos e Al-Thani expressou confiança de que um acordo poderá ser alcançado.

"Não podemos esperar para chegar a um ‌acordo perfeito, esperamos chegar a um bom acordo", ‌disse ele.

A agência ⁠de notícias ⁠semioficial iraniana Tasnim informou no sábado que relatos iniciais ⁠indicavam que dois ‌mísseis haviam atingido ‌a Ilha de Qeshm, acrescentando não haver informações oficiais sobre possíveis danos.

Os Estados Unidos ainda não anunciaram nenhum ataque a alvos dentro ⁠do Irã.

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Os países da região vinham prevendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, que adiou ataques ao Irã durante as semanas que antecederam as eleições ‌de meio de mandato na terça-feira, pudesse retomar os ataques assim que a votação terminasse. ⁠O Irã afirmou repetidamente que responderia a novos ataques atacando alvos norte-americanos e israelenses em países vizinhos.

O Irã vem propondo seu próprio plano de sete dias desde setembro, até o momento rejeitado por Trump. O plano prevê que Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos, descongele ativos e aprove uma rota apoiada pelo Irã através do Estreito de Ormuz, após o que a via navegável disputada seria reaberta.

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