Candidato presidencial peruano Sánchez é acusado de crimes financeiros após avançar para segundo turno

12 mai 2026 - 20h25
(atualizado às 21h14)

Um promotor peruano ‌acusou o candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez de crimes financeiros, informou o veículo de comunicação local RPP nesta terça-feira, horas depois que as ⁠autoridades eleitorais disseram que Sánchez estava ‌no caminho certo para avançar para o segundo turno presidencial do ‌país.

O promotor pediu que ‌Sánchez seja preso por cinco ⁠anos e quatro meses se condenado e solicitou que ele seja desqualificado como candidato, disse a RPP.

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Sánchez foi "acusado dos supostos crimes de fazer declarações ‌falsas em processos administrativos e falsificar informações ‌sobre contribuições ⁠de ⁠campanha, com base em relatórios financeiros apresentados por ⁠seu partido ‌em 2020 e ‌2021", informou a RPP.

A acusação foi feita depois que a contagem dos votos do primeiro turno da ⁠eleição presidencial do Peru, realizada no mês passado, mostrou o candidato de esquerda avançando para o segundo turno contra ‌a rival conservadora Keiko Fujimori, com 99,76% das cédulas apuradas. O resultado final ⁠da contagem de votos será anunciado até 15 de maio.

A RPP citou o advogado de Sánchez rejeitando a acusação e afirmando que o responsável pelos relatórios financeiros do partido, e não Sánchez, era o tesoureiro da sigla.

A RPP disse ainda que um juiz decidirá em 27 de maio se Sánchez irá a julgamento.

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