Buscas por sobreviventes entram em fase final após terremotos devastarem Venezuela

Equipes internacionais de resgate começam a deixar o país sul-americano

1 jul 2026 - 12h13

Uma semana após os terremotos que devastaram a região costeira ao norte de Caracas, capital da Venezuela, as operações de resgate entram em fase de encerramento, com autoridades e equipes internacionais avaliando que as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros são mínimas.

    Na área mais afetada, especialmente em La Guaira, o silêncio predomina entre os destroços enquanto equipes de busca reduzem progressivamente suas atividades.

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    Entre os grupos que já se retiraram está um contingente de bombeiros da Holanda, composto por 64 profissionais e oito cães de resgate. Hoje, o primeiro voo com um contingente de bombeiros italianos também deixará o país sul-americano.

    Segundo integrantes da missão holandesa, a decisão de retorno foi tomada diante da ausência de novos sinais de vida.

    "Estamos voltando para casa com a sensação de que fizemos tudo o que era possível no tempo que tivemos", relatou um dos socorristas, acrescentando que a chegada mais precoce poderia ter mudado o desfecho, embora reconheça que, no momento, "a probabilidade de encontrar sobreviventes agora é muito baixa".

    Enquanto as buscas diminuem, a crise humanitária se intensifica.

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    Em hospitais da capital, Caracas, médicos e enfermeiros relatam condições críticas de trabalho, com escassez de recursos, longas jornadas e dependência de doações.

    Em alguns casos, pacientes continuam sendo transportados em macas improvisadas devido à falta de ambulâncias, e o sistema de saúde opera sob forte pressão desde antes do desastre.

    Apesar disso, organizações humanitárias ampliam sua presença. A Cruz Vermelha Venezuelana anunciou que sua operação de resposta aos terremotos seguirá por 24 meses, com meta de atender cerca de 300 mil pessoas.

    Aproximadamente 600 voluntários atuam diariamente nas áreas afetadas, com apoio de equipes internacionais de diversos países.

    No cenário internacional, a União Europeia informou o envio de equipes de resgate, médicas e de engenharia de 14 Estados-membros.

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    Também foi anunciada a destinação de 5 milhões de euros em ajuda emergencial, além dos 52 milhões de euros destinados para atender as necessidades humanitárias na Venezuela este ano, e o envio de cerca de 50 toneladas de suprimentos, incluindo abrigo, água potável e equipamentos de saneamento.

    O México também reforçou o apoio, enviando um avião militar com geradores elétricos e preparando um navio com alimentos, medicamentos e outros suprimentos humanitários.

    Enquanto isso, autoridades venezuelanas informam que a atividade sísmica continua em declínio. Já foram registrados centenas de eventos e réplicas, mas especialistas alertam que o risco ainda não pode ser descartado completamente.

    Em resposta à emergência, dezenas de abrigos temporários foram instalados, e redes de telecomunicações começaram a ser parcialmente restabelecidas. .

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