A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua pelo Tribunal de Busto Arsizio. Conhecida como a "Louva-a-Deus do Parabíago", a mulher é acusada de mandar matar o marido Fabio Ravasio, de 52 anos, no dia 9 de agosto de 2024, em Milão.
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A hipótese inicial era de que a morte de Fabio havia sido causada por um acidente de trânsito, tendo em vista que o motorista fugiu após o atropelamento. No entanto, o filho de Adilma, Igor Benedito, admitiu sua responsabilidade na execução do crime e confessou a participação da mãe.
Ele afirmou ao tribunal que se arrependeu do ocorrido e pediu "desculpas a todos pelo mal que causei". Igor foi condenado a 23 anos de prisão.
"Não contei a verdade sobre minha mãe. Ela teve participação nesse assassinato, mas eu estava errado, porque queria proteger minha família e minha mãe, mas agora percebo que isso não está certo", revelou.
O tribunal acatou a um pedido do Ministério Público, que chegou a conclusão de que a brasileira teria orquestrado o crime durante meses, motivada por interesses econômicos. A vítima possuía um patrimônio de 3 milhões de euros, quase 20 milhões de reais.
Marcello Trifone, que estava no carro que atropelou a vítima, e Fabio Lavezzo, marido da filha de Adilma, também foram condenados à prisão perpétua. A sentença foi proferida no dia 15 de junho de 2026, mas ganhou repercussão internacional nesta última semana.
A justiça entendeu que o plano para matar Ravasio teria sido construído de forma premeditada. Massimo Ferretti, identificado como amante de Adilma, também confessou a participação no crime e foi condenado a 24 anos de prisão.