Bispos de Porto Rico reafirmam compromisso com defesa dos migrantes

Posição foi expressa em uma carta enviada ao papa Leão XIV

6 nov 2026 - 10h55
(atualizado às 11h41)
Resumo
Em carta ao papa Leão XIV, os bispos de Porto Rico reafirmaram seu compromisso pastoral com os mais vulneráveis e a defesa dos migrantes contra ameaças, deportações injustas e separações familiares decorrentes de ações federais. Os religiosos destacaram as dificuldades sociais e econômicas do país, apoiaram o pontificado e lembraram a mensagem do Papa de que a dignidade humana não perde o valor ao cruzar fronteiras, reforçando a necessidade de proteger os direitos e sonhos dessa população.

Os bispos de Porto Rico reafirmaram seu compromisso com a defesa e o acompanhamento pastoral dos migrantes, especialmente daqueles que vivem sob a ameaça de ataques, deportações injustas e separação de suas famílias.

Bispos destacaram importância de permanecer próximos dos mais vulneráveis
Bispos destacaram importância de permanecer próximos dos mais vulneráveis
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A posição foi expressa em uma carta enviada ao papa Leão XIV e divulgada, nesta sexta-feira (6), durante a assembleia plenária da Conferência Episcopal de Porto Rico.

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"Em tempos de incerteza e agitação, continuamos a acompanhar pastoralmente nosso povo diante das dificuldades econômicas, sociais e políticas que Porto Rico atravessa", afirmaram os religiosos.

Na mensagem, os bispos destacaram a importância de permanecer próximos dos mais vulneráveis, incluindo os pobres, a classe trabalhadora, operários e estudantes.

Em particular, manifestaram preocupação com os imigrantes que, sob a atuação das autoridades federais, estão sujeitos "à ameaça de ataques, deportações injustas e separação de suas famílias".

Sobre o tema, os religiosos também recordaram as palavras de Leão XIV durante seu encontro com migrantes em Gran Canaria, em 11 de junho de 2026.

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"Vocês não são apenas números ou arquivos. Vocês são pessoas que deixaram para trás famílias e lares. Vocês têm sonhos que ninguém tem o direito de desprezar", declarou o pontífice na ocasião.

Na mesma mensagem, o Papa ressaltou que "a dignidade humana não tem passaporte e não perde o seu valor ao cruzar uma fronteira".

Por fim, os bispos porto-riquenhos afirmaram que as palavras do Pontífice inspiram seu trabalho pastoral junto aos migrantes e aproveitaram a carta para manifestar apoio ao seu pontificado.

"As suas palavras, Santo Padre, inspiram a nossa caminhada com eles. Desejamos expressar a nossa total e firme adesão ao seu ministério petrino", concluíram. 

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