Big Techs podem ter que fazer mais para combater ciberbullying, diz UE

10 fev 2026 - 16h28
(atualizado às 18h11)

As plataformas ‌digitais podem ter de fazer mais para combater o ciberbullying, afirmou a Comissão Europeia nesta terça-feira, ao anunciar uma série de medidas para lidar com o problema, que afeta uma em cada ⁠seis crianças e suscita preocupações crescentes sobre a ‌saúde mental dos menores de idade.

A iniciativa da União Europeia contra o ciberbullying surge num momento em ‌que países de todo o ‌mundo consideram restringir o acesso das crianças ⁠às redes sociais devido ao seu impacto na saúde e segurança delas.

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A Lei dos Serviços Digitais, que exige das plataformas online que façam mais para combater conteúdos ilegais e prejudiciais, contém diretrizes ‌sobre a proteção de menores, com medidas para garantir ‌que as crianças ⁠possam bloquear ⁠e silenciar qualquer usuário e que não possam ser adicionadas ⁠a grupos online ‌sem o seu ‌consentimento.

A histórica legislação será atualizada para reforçar as medidas a serem tomadas pelas plataformas digitais para impedir que os menores sejam expostos a ⁠conteúdos prejudiciais e facilitar as denúncias, afirmou o braço executivo da UE.

A Comissão Europeia também anunciou a atualização de outra legislação conhecida como Diretiva dos Serviços de ‌Comunicação Social Audiovisual, que rege a televisão, as emissoras e as plataformas de compartilhamento de vídeos, ⁠para abordar a questão.

"Combater o ciberbullying significa salvar vidas, porque o ciberbullying prejudica, magoa e, às vezes, leva as pessoas que amamos. É uma pandemia que devemos enfrentar", disse Glenn Micallef, comissário da UE para a juventude, cultura e esporte, em comunicado.

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A Comissão afirmou que seu plano de ação inclui o lançamento de um aplicativo em toda a UE que permite às vítimas denunciar o ciberbullying e enviar provas a uma central de apoio nacional.

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