As plataformas digitais podem ter de fazer mais para combater o ciberbullying, afirmou a Comissão Europeia nesta terça-feira, ao anunciar uma série de medidas para lidar com o problema, que afeta uma em cada seis crianças e suscita preocupações crescentes sobre a saúde mental dos menores de idade.
A iniciativa da União Europeia contra o ciberbullying surge num momento em que países de todo o mundo consideram restringir o acesso das crianças às redes sociais devido ao seu impacto na saúde e segurança delas.
A Lei dos Serviços Digitais, que exige das plataformas online que façam mais para combater conteúdos ilegais e prejudiciais, contém diretrizes sobre a proteção de menores, com medidas para garantir que as crianças possam bloquear e silenciar qualquer usuário e que não possam ser adicionadas a grupos online sem o seu consentimento.
A histórica legislação será atualizada para reforçar as medidas a serem tomadas pelas plataformas digitais para impedir que os menores sejam expostos a conteúdos prejudiciais e facilitar as denúncias, afirmou o braço executivo da UE.
A Comissão Europeia também anunciou a atualização de outra legislação conhecida como Diretiva dos Serviços de Comunicação Social Audiovisual, que rege a televisão, as emissoras e as plataformas de compartilhamento de vídeos, para abordar a questão.
"Combater o ciberbullying significa salvar vidas, porque o ciberbullying prejudica, magoa e, às vezes, leva as pessoas que amamos. É uma pandemia que devemos enfrentar", disse Glenn Micallef, comissário da UE para a juventude, cultura e esporte, em comunicado.
A Comissão afirmou que seu plano de ação inclui o lançamento de um aplicativo em toda a UE que permite às vítimas denunciar o ciberbullying e enviar provas a uma central de apoio nacional.