Ativistas italianos denunciam 'uso de força' por Israel contra Flotilha

27 cidadãos do país europeu foram capturados no Mar Mediterrâneo

19 mai 2026 - 12h38
(atualizado às 12h53)

Os ativistas italianos da Flotilha Global Sumud capturados por Israel denunciaram "uso de força" por parte de Tel Aviv contra as embarcações da missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.

Ativistas de mais de 40 países foram capturados por Israel, disse Flotilha Global Sumud
Ativistas de mais de 40 países foram capturados por Israel, disse Flotilha Global Sumud
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ainda não está clara a tipologia dos projéteis disparados pelos israelenses contra os barcos da ONG: se seriam balas "de verdade" ou "de borracha", afirmou a porta-voz italiana da Flotilha Global Sumud, Maria Elena Delia, em um vídeo divulgado nesta terça-feira (19).

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"Seis embarcações foram atingidas. Uma delas, a Girolama, ostenta a bandeira italiana. Mesmo que os projéteis sejam de borracha, é extremamente grave. Eles [forças de Israel] já estão cometendo um crime [ao capturar os ativistas em águas internacionais] e agora também estão usando armas", disse Delia.

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores de Roma emitida hoje, o chefe da pasta, Antonio Tajani, pediu "uma investigação urgente sobre o uso da força pelas autoridades israelenses contra as embarcações da Flotilha".

A expectativa é que os 27 italianos capturados desembarquem nesta terça no porto de Ashdod, no país judeu.

A Flotilha Global Sumud informou que ativistas de mais de 40 países, "entre médicos, jornalistas e defensores dos direitos humanos", que navegavam em diversas embarcações da ONG pelo Mar Mediterrâneo enquanto tentavam chegar à Gaza, foram interceptados por forças de Israel.

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O Ministério das Relações de ao menos dez países, incluindo Brasil, Jordânia, Indonésia, Espanha, Paquistão, Bangladesh, Turquia, Colômbia, Líbia e Maldivas condenaram os ataques de Tel Aviv contra a Flotilha Global Sumud.

Em uma declaração conjunta, divulgada pela agência de notícias Kuna, os chanceleres expressaram "profunda preocupação" com as intervenções de Israel contra flotilhas em águas internacionais e condenaram as contínuas ações hostis contra embarcações civis e ativistas humanitários.

Afirmaram ainda que os ataques, incluindo incursões a embarcações e a detenção arbitrária de ativistas, constituem "violações flagrantes do direito internacional e humanitário".

Os participantes da Flotilha tentavam levar alimentos e medicamentos à população palestina em Gaza, arruinada pela guerra entre Israel e Hamas.

Nos últimos dias, o ativista brasileiro Thiago Ávilla foi deportado após ser detido por Tel Aviv em outra missão da Flotilha. 

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