Putin vai à China e deve assinar acordo nuclear com Xi

Aliança entre Moscou e Pequim se dará em três frentes

19 mai 2026 - 13h13

A Rússia e a China devem anunciar uma aliança em energia nuclear durante o encontro de seus presidentes em Pequim nesta terça-feira (19).

    Segundo o chefe da Rosatom, a agência russa de energia atômica, Alexei Likhachev, Moscou preparou três documentos a serem assinados durante a visita de Vladimir Putin ao gigante asiático: "um memorando sobre desenvolvimento de recursos humanos; um acordo sobre pesquisa termonuclear; e uma parceria sobre pesquisa avançada e inovadora".

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    Além disso, a Rússia dará início hoje a três dias de exercícios com armas nucleares, envolvendo milhares de soldados em todo o país.

    "De 19 a 21 de maio, as Forças Armadas realizarão exercícios sobre a preparação e o uso de forças nucleares em caso de ameaça de agressão", declarou o Ministério da Defesa russo, em guerra contra a Ucrânia há quatro anos.

    Ao mesmo tempo, Putin voltou a reforçar que o encontro com o seu homólogo Xi Jinping "não é contra ninguém", já que os dois países trabalham "pela paz e pela prosperidade universais".

    "A estreita relação estratégica entre a Rússia e a China desempenha um papel fundamental na estabilização global", disse o líder de Moscou antes de embarcar para Pequim.

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    "Apoiamos a cooperação ativa por meio das Nações Unidas, da Organização de Cooperação de Xangai, do Brics e de outros organismos multilaterais, dando uma contribuição substancial para a solução de desafios globais e regionais urgentes", acrescentou Putin.

    O chefe de Estado russo também destacou o crescimento das trocas comerciais com Pequim, as quais superaram "U$S 200 bilhões". .

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