Filho de Maduro diz que pai está 'bem' e 'forte' após mais de uma semana preso nos EUA

Preso há mais de uma semana em um centro de detenção em Nova York, nos Estados Unidos, após ter sido capturado por forças norte-americanas, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro assegura que está "bem" e permanece "confiante". A mensagem foi divulgada por seu filho, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, também membro do Parlamento da Venezuela.

11 jan 2026 - 12h21
(atualizado às 12h24)

Em um vídeo divulgado pelo partido governista, o filho do líder venezuelano afirma: "Os advogados nos disseram que ele está forte. 'Não estamos tristes', diz meu pai. 'Não fiquem tristes; estamos bem, somos lutadores. Eu sou um lutador'".

Maduro está preso no centro de detenção do Brooklyn, em Nova York, desde que foi capturado por forças militares norte-americanas na madrugada do dia 3.
Maduro está preso no centro de detenção do Brooklyn, em Nova York, desde que foi capturado por forças militares norte-americanas na madrugada do dia 3.
Foto: REUTERS - ADAM GRAY / RFI

A declaração foi transmitida por Maduro diretamente do centro de detenção do Brooklyn, em Nova York, onde permanece preso desde que foi capturado por forças militares norte-americanas na madrugada do dia 3. A esposa dele, Cilia Flores, também foi levada na operação.

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Os dois são acusados de tráfico de drogas, entre outros crimes, pelo governo dos Estados Unidos. Tanto Nicolás Maduro quanto Cilia Flores se declararam inocentes em sua audiência de instrução na segunda-feira (5) perante um tribunal de Nova York. Eles aguardam a próxima audiência, marcada para 17 de março.

A operação dos EUA em território venezuelano contou com ataques feitos com helicópteros a partir da 1h50 da manhã (2h30 de Brasília) do dia 3 na capital Caracas, no estado Aragua (região central) e em La Guaira, costa central da Venezuela.

Segundo informações da imprensa dos EUA, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados à força do quarto onde dormiam por militares dos Estados Unidos durante a ação, confirmada publicamente por Donald Trump.

EUA orientam norte-americanos a deixarem Venezuela

Neste sábado (10), o Departamento de Estado dos EUA pediu a cidadãos norte-americanos na Venezuela que abandonem o país "imediatamente", pois a situação de segurança é "instável".

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"Há relatos de grupos de milícias armadas, conhecidos como coletivos, que montaram postos de controle e estão revistando veículos em busca de comprovantes de cidadania norte-americana ou apoio aos Estados Unidos", indicou o Departamento de Estado em um alerta de segurança.

Horas após a orientação dos EUA, o governo venezuelano publicou um comunicado rebatendo as alegações sobre o alerta de segurança e afirmando que o país se encontra em "absoluta calma, paz e estabilidade".

"O Ministério do Poder Popular para Assuntos Exteriores da República Bolivariana da Venezuela observa que o alerta de segurança, relativo ao nosso país, emitido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, baseia-se em relatos inexistentes com o objetivo de fabricar uma percepção de risco que não existe", diz um trecho do comunicado.

RFI com agências

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