A comédia "O segredo de Widow's Bay" fez história ao somar 14 Emmys, tornando-se a mais premiada da história do evento. Matthew Rhys destacou-se ao vencer em duas categorias na mesma noite e completar a tríplice coroa da atuação. "The Pitt" e Jean Smart repetiram vitórias consagradas em drama e comédia. O ápice emotivo foi a homenagem a Michael J. Fox pela luta contra o Parkinson, enquanto a ausência de atores negros entre os premiados nas categorias principais reacendeu debates sobre diversidade.
Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles
A festa serviu para confirmar os favoritos. "O segredo de Widow's Bay" foi a produção que mais levou Emmys, seis no total só na noite dessa segunda-feira. A comédia de horror já havia acumulado outros oito troféus na primeira etapa da premiação, realizada no início de setembro e dedicada principalmente às categorias técnicas. A série da Apple TV, lançada no final de abril, tornou-se a comédia mais premiada nos 78 anos do Emmy.
Além de conquistar os prêmios de Melhor Comédia, Direção e Roteiro, a produção também venceu nas categorias de Ator e Atriz Coadjuvantes, com Stephen Root e Kate O'Flynn, e de Melhor Ator em Comédia, com Matthew Rhys. O britânico, nascido no País de Gales, protagonizou um dos destaques da noite ao levar dois Emmys por sua atuação em duas produções diferentes: o de Melhor Ator em Comédia e o de Melhor Ator em Minissérie por O Monstro em Mim, da Netflix.
Rhys também se tornou o primeiro a vencer nas três principais categorias de atuação: drama, comédia e minissérie, já que em 2018, ele havia sido premiado por "The Americans: Rede de Espionagem".
Sem nenhuma surpresa, The Pitt (HBO) repete a dobradinha do ano passado e leva, pelo segundo ano consecutivo, melhor série dramática e melhor ator para Noah Wyle.
Jean Smart continuou fazendo história ao conquistar seu quinto Emmy consecutivo de Melhor Atriz por Hacks (HBO Max), tornando-se a primeira mulher a vencer a categoria em todas as temporadas de uma mesma série.
Homenagem
Mas o momento mais emocionante da noite foi protagonizado por Michael J. Fox. O ator foi homenageado com o Prêmio Humanitário Bob Hope Humanitarian Award por seu trabalho em favor das pesquisas sobre o Parkinson.
Diagnosticado aos 29 anos, Fox compartilhou no palco como transformou a experiência com a doença em uma grande campanha mundial por pesquisas e tratamentos. Em uma cadeira de rodas e enfrentando as limitações provocadas pelo Parkinson, emocionou a plateia ao falar sobre aceitar a doença sem se render a ela.
Mas a noite também reacendeu o debate sobre diversidade em Hollywood, já que todos os vencedores das principais categorias de atuação foram brancos. Um cenário que não se repetia desde 2021.