Príncipe herdeiro da Arábia Saudita solicitou ajuda militar dos EUA a Trump para lidar com os houthis, dizem fontes

11 set 2026 - 18h16
Resumo
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pediu apoio militar ao presidente dos EUA, Donald Trump, para combater os houthis no Mar Vermelho. Embora Trump tenha recusado ataques diretos, ofereceu inteligência e identificação de alvos. O pedido ocorre após os rebeldes pró-Irã avançarem pelo Estreito de Bab el-Mandeb, rota vital para a exportação de petróleo da Arábia Saudita, cuja instabilidade ameaça o comércio marítimo e pode provocar a alta dos preços globais da commodity.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, solicitou assistência militar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira para ajudar a combater os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, afirmaram nesta sexta-feira três fontes a par do assunto, ⁠enquanto os houthis intensificavam suas ameaças ao Mar Vermelho.

Fumaça se eleva após um ataque durante os combates entre os houthis e as forças apoiadas pela Arábia Saudita em um local identificado como Al Jawf, no Iêmen
Imagem estática extraída de um vídeo divulgado
9 de setembro de 2026
Al Masirah/Divulgação via REUTERS
Fumaça se eleva após um ataque durante os combates entre os houthis e as forças apoiadas pela Arábia Saudita em um local identificado como Al Jawf, no Iêmen Imagem estática extraída de um vídeo divulgado 9 de setembro de 2026 Al Masirah/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

Trump manteve pelo menos ‌duas conversas por telefone com o líder saudita na quinta-feira e não concordou com um ataque dos EUA contra os ‌houthis, disseram as fontes. Washington informou a ‌Riad que ajudaria com o compartilhamento de inteligência e a ⁠identificação de alvos, acrescentaram.

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A Casa Branca não respondeu a uma pergunta da Reuters sobre se houve alguma ligação entre os dois líderes, mas uma autoridade sênior do governo, falando sob condição de anonimato, disse que Washington mantém diálogo contínuo com a Arábia Saudita ‌e o governo iemenita.

"Os Estados Unidos estão focados em proteger nossos ‌principais interesses de segurança ⁠nacional — como ⁠garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho — ao mesmo tempo em que ⁠capacitamos nossos parceiros regionais a ‌assumir a liderança na ‌gestão e resolução dos desafios de segurança regional", disse a autoridade.

A assessoria de imprensa do governo saudita não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as ligações e as ⁠conversas entre os dois líderes.

O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, viajou para a Arábia Saudita na quinta-feira para conversas, segundo duas das fontes.

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Os houthis, apoiados pelo Irã, realizaram um avanço dramático ao longo ‌da costa do Iêmen no Mar Vermelho nos últimos dias, chegando nesta sexta-feira à ilha estratégica de Perim, no Estreito de Bab ⁠el-Mandeb, segundo informaram quatro fontes do governo iemenita à Reuters.

O controle houthi do Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho — localizado no lado oposto da Península Arábica em relação ao Estreito de Ormuz —, poderia dar ao Irã uma vantagem decisiva em sua guerra contra os EUA, reduzindo o abastecimento por meio de um segundo importante corredor de trânsito e provocando uma alta nos preços do petróleo.

A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, depende da rota do Mar Vermelho desde que o conflito com o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, por onde costumava passar um quinto do petróleo global.

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