Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Justiça autoriza guitarrista do Tihuana a reparar imóvel e cobrar Simone; ele teme novo desabamento

Decisão permite que Léo Stuart faça os reparos por conta própria e busque ressarcimento dos gastos; músico explica por que ainda não iniciou reconstrução

9 set 2026 - 10h19
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A Justiça autorizou Léo Stuart, guitarrista do Tihuana, a reparar por conta própria seu imóvel e cobrar ressarcimento de Simone Mendes, após desabamento ligado à obra da cantora em 2024. Contudo, o músico ainda não iniciou a obra por temer novos desabamentos devido a falhas de drenagem no local vizinho. A defesa de Simone alega impossibilidade técnica de execução e tenta reverter a liminar judicialmente, enquanto o processo que apura danos materiais e responsabilidades segue em andamento.
Justiça autoriza guitarrista do Tihuana a reparar imóvel e cobrar Simone; ele teme novo desabamento
Justiça autoriza guitarrista do Tihuana a reparar imóvel e cobrar Simone; ele teme novo desabamento
Foto: The Music Journal

Uma decisão judicial envolvendo Simone Mendes e Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana, abriu caminho para que o músico realize por conta própria os reparos em seu imóvel. Segundo o colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, apesar da autorização, ele ainda não iniciou a reconstrução. O motivo, segundo seu advogado, é o receio de que um novo desabamento ocorra.

A decisão foi proferida pela 2ª Vara Cível de Barueri, na Grande São Paulo, no processo que discute os danos provocados pelo desabamento ocorrido em novembro de 2024.

Na ocasião, a Justiça determinou a paralisação da obra ligada ao imóvel de Simone e ordenou a reconstrução dos muros e das demais partes atingidas, além da retirada dos entulhos. O prazo estabelecido para a conclusão dos trabalhos foi de 30 dias úteis.

Além disso, a magistrada fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil, em caso de descumprimento.

Justiça autorizou alternativa para os reparos

A decisão também estabeleceu uma alternativa caso a ordem não fosse cumprida. Em caso de recusa ou descumprimento, a parte autora ficou autorizada a custear o refazimento e a restauração do muro e das demais áreas danificadas.

Nesse cenário, os valores desembolsados deverão ser comprovados no processo para que seja buscado o ressarcimento pelos danos materiais. A magistrada também previu a conversão da obrigação de fazer em perdas e danos.

A autorização não significa, entretanto, que Simone tenha sido condenada definitivamente ao pagamento de um valor específico. Os gastos realizados precisariam ser apresentados nos autos e submetidos à análise judicial.

Léo Stuart ainda não iniciou reconstrução

Mesmo com a possibilidade prevista na decisão, Léo Stuart ainda não iniciou os reparos por conta própria.

À coluna, o advogado do guitarrista explicou que a decisão de aguardar está relacionada ao temor de que a reconstrução seja novamente atingida caso, segundo ele, a questão envolvendo o escoamento da água da obra vizinha não tenha sido solucionada.

"Havia e há um receio. A gente sabe que ainda não foi feita a drenagem e a passagem de águas pluviais na obra dela. Então, vamos imaginar: a gente refaz o muro, vem uma chuva forte e desaba de novo? Essa é a preocupação", afirmou.

A declaração sobre a situação atual da drenagem representa a versão do advogado de Léo.

Representantes de Léo alegaram descumprimento

Em manifestações posteriores, os advogados do músico afirmaram ao Tribunal que a liminar não teria sido cumprida integralmente e chegaram a pedir o aumento da multa estabelecida pela Justiça.

A alegação de descumprimento parte dos representantes de Léo e não equivale, por si só, a uma decisão definitiva reconhecendo que Simone tenha deliberadamente desobedecido à determinação judicial.

Simone apresentou versão diferente

A defesa de Simone, por sua vez, argumentou no processo que a reconstrução não poderia ocorrer nos moldes determinados sem a apresentação de documentos técnicos, como projeto, planta e memorial descritivo da estrutura anterior.

Os advogados sustentaram ainda que eventual descumprimento estaria relacionado a uma "impossibilidade material" de executar a obrigação, e não a uma resistência voluntária à ordem.

Simone recorreu da tutela de urgência e tentou suspender seus efeitos. Em abril de 2026, porém, a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou por unanimidade o recurso e manteve a medida.

Mais recentemente, em agosto, a defesa da cantora apresentou um Recurso Especial, buscando modificar as decisões que mantiveram a tutela. A apresentação do recurso, contudo, não significa que o mérito da controvérsia já esteja sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O processo continua em andamento e ainda não há decisão definitiva sobre todos os pedidos indenizatórios formulados na ação.

The Music Journal The Music Journal Brazil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra