Polo Norte se moveu mais de 2.250 km e força recalibração global: migração do campo magnético em direção à Sibéria obriga atualização em sistemas de navegação de aviões, navios, celulares e mapas digitais
Mudanças no campo magnético obrigam a atualização de modelos usados por aviões, navios, satélites e dispositivos eletrônicos
Causado pela movimentação de metais líquidos no núcleo terrestre, o Polo Norte magnético já se deslocou mais de 2.250 km rumo à Sibéria desde 1831. Essa migração acelerada altera a declinação magnética e exige a constante recalibração de referências globais, como o World Magnetic Model. O fenômeno afeta diretamente a precisão e obriga a atualização contínua de sistemas de navegação e orientação usados em aeronaves, embarcações, satélites, mapas digitais e celulares em todo o mundo.
O Polo Norte magnético está em movimento constante e, nas últimas décadas, acelerou sua migração em direção à Sibéria. A mudança é acompanhada por cientistas porque interfere no cálculo do norte magnético, uma referência utilizada por sistemas de orientação e navegação em aviões, navios, satélites e dispositivos eletrônicos.
Campo magnético muda porque o núcleo da Terra está em movimento
O campo magnético terrestre é produzido principalmente pelo movimento de metais líquidos condutores de eletricidade presentes no núcleo externo — formado predominantemente por ferro e níquel. Como esse material está em constante movimentação, o campo magnético também sofre alterações ao longo do tempo.
Por isso, o Polo Norte magnético não coincide com o Polo Norte geográfico e não permanece em uma posição fixa. A diferença entre o norte verdadeiro e a direção indicada pelo campo magnético é conhecida como declinação magnética.
Desde que foi localizado pela primeira vez, em 1831, no Ártico canadense, o polo já se deslocou mais de 2.250 quilômetros em direção à Sibéria — um movimento acompanhado por modelos geomagnéticos que permitem prever como o campo deverá se comportar nos anos seguintes.
Modelo magnético precisa ser atualizado periodicamente
Uma das principais ferramentas para acompanhar essas mudanças é o World Magnetic Model (WMM), desenvolvido conjuntamente pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) e pelo British Geological Survey.
O modelo é utilizado como ...
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