Buscas por brasileira desaparecida em Veneza após acidente de barco entram no 3º dia

Gabriella Querino e o marido, Sean Michieli, estavam no barco que colidiu com um táxi aquático; o homem não resistiu

14 set 2026 - 11h16
(atualizado às 11h35)
Casal havia se casado em junho deste ano
Casal havia se casado em junho deste ano
Foto: Reprodução/Sean Michieli/Facebook

Os bombeiros de Veneza, na Itália, retomaram as buscas para tentar localizar a brasileira Gabriella Querino, que desapareceu na Lagoa de Veneza após um acidente de barco, no último sábado, 12. A tentativa de encontrar a jovem de 26 anos deve prosseguir até o anoitecer desta segunda, 14. 

De acordo com a agência de notícias Ansa, Gabriella viajava com o marido, Sean Michieli, quando o barco colidiu com um táxi aquático perto da ilha de Tessera, no canal que leva ao Aeroporto Marco Polo.

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O homem chegou a ser resgatado e foi submetido a uma cirurgia em Mestre, devido ao traumatismo craniano sofrido no acidente. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada neste domingo, 13. 

Os dois haviam se casado em junho deste ano e viviam em Burano, uma ilha de pescadores na Lagoa de Veneza. Segundo a imprensa local, Sean vinha de uma família de pescadores e trabalhava com isso. Foi ele quem transmitiu a paixão pela atividade para Gabriella, que frequentemente o acompanhava nas pescarias. 

"É uma tragédia que nos atinge profundamente e que torna ainda mais angustiante a espera por notícias de Gabriella. Não perdemos a esperança e continuamos confiando no trabalho incessante daqueles que a procuram", declarou o prefeito de Veneza, Simone Venturini. 

Ela também lamentou a morte do marido da brasileira. “Ele era um rapaz trabalhador, criado com um vínculo profundo com a nossa lagoa e que todos os dias acordava de madrugada para levar adiante um trabalho pelo qual era apaixonado", afirmou Venturini.

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O Ministério Público de Veneza abriu inquérito por suspeita de homicídio náutico. No entanto, é difícil reconstruir a dinâmica da colisão, pois a única testemunha é o motorista do taxi aquático e não há câmeras na área.

A família de Gabriella, que mora no interior de São Paulo, está fazendo uma campanha de arrecadação para que a mãe dela e a irmã possam ir até Veneza para acompanhar de perto as buscas. 

Fonte: Portal Terra
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