Após Lula indicar Jorge Messias ao STF, Cármen Lúcia diz que falta vontade política para nomear mulheres

Única mulher da Corte, ministra afirma que há profissionais qualificadas na advocacia, magistratura e Ministério Público

8 jun 2026 - 20h21
(atualizado às 21h51)
A ministra Cármen Lúcia, do STF.
A ministra Cármen Lúcia, do STF.
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

A única mulher entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia, afirmou que falta vontade política para a indicação de mais mulheres à Corte. A declaração foi dada em entrevista ao POD_i, podcast apresentado pela jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

"Há mulheres habilitadas. Há mulheres na advocacia, na magistratura e no Ministério Público que são perfeitamente habilitadas, pessoas com conhecimento e envergadura intelectual, compromissos morais e com o bem-estar de toda a população", afirmou a ministra.

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A fala ocorre em meio ao processo de escolha de um novo integrante para o STF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu indicar mais um homem para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Antes da abertura da vaga, a composição da Corte já contava com dez homens e apenas uma mulher, a própria Cármen Lúcia.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado pelo Palácio do Planalto para a vaga, mas acabou rejeitado pelo Senado após uma articulação liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com apoio de parlamentares da oposição, impondo uma derrota ao governo Lula.

Alvo de críticas de movimentos feministas por não indicar uma mulher para o STF, Lula afirmou que insistiria na escolha de Messias, a quem classificou como "um dos melhores advogados do País".

Cármen Lúcia participa da edição desta segunda-feira, 8, do POD_i.

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Fonte: Portal Terra
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