Entenda a diferença entre a vacina da dengue do SUS e a suspensa do Butantan

Ministério da Saúde paralisou uso do imunizante nacional após reações adversas; rede pública segue aplicando a Qdenga em jovens de 10 a 14

9 jun 2026 - 21h20
Entenda a diferença entre a vacina da dengue do SUS e a suspensa do Butantan
Entenda a diferença entre a vacina da dengue do SUS e a suspensa do Butantan
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A suspensão temporária da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, anunciada pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8), não afeta a imunização na rede pública. O Sistema Único de Saúde (SUS) continua oferecendo normalmente a vacina Qdenga aos pacientes.

Qual vacina o SUS usa?

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A vacina disponibilizada nos postos de saúde é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda. Ela é oferecida na rede pública desde 2024, com foco em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O imunizante é produzido com o vírus da dengue atenuado (vivo e enfraquecido em laboratório).

Por que a vacina do Butantan foi suspensa?

A decisão do Ministério da Saúde ocorreu após o registro de 42 reações adversas consideradas severas entre cerca de 501 mil pessoas vacinadas com o imunizante nacional. Dois óbitos estão sob investigação. A pasta ressalta, no entanto, que a medida não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento.

Quem estava recebendo a vacina do Butantan?

A estratégia com o imunizante do Instituto Butantan — que possui quatro tipos do patógeno enfraquecidos — era direcionada a profissionais da Atenção Primária à Saúde e ao público de 15 a 49 anos em cidades selecionadas: Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO).

O que dizem os especialistas

A presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, Susana Aidé, afirma que a suspensão segue protocolos internacionais de monitoramento. "Não significa, automaticamente, que a vacina seja insegura ou que os eventos tenham sido causados por ela", destaca a médica, reforçando que o desafio agora é evitar o aumento da hesitação vacinal.

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Já a coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Asbai, Claudia F. Cavalcante Valente, aponta a queda na circulação da doença no país. "Neste ano, a incidência de dengue no Brasil está menor. Até o momento, são 171,1 casos por 100 mil habitantes. Em 2025, esse índice era de 3.193 casos por 100 mil habitantes", afirma.

Fonte: Portal Terra
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