O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) leu uma carta escrita pelo o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em live transmitida neste sábado, 11. No documento, escrito em meio ao racha da esposa, Michelle Bolsonaro, com seu filho, o ex-presidente pede para que diferenças sejam "deixadas de lado" e reforçou o apoio ao filho na disputa pela Presidência da República. Leia na íntegra.
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"Brasília, 11 de julho de 2026
Carta aos brasileiros.
Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo em um momento de decisão para o futuro de todos nós.
O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento.
Meu pré-candidato, creio, o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade.
Um afetuoso abraço a todos, na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria.
Deus, pátria, família e liberdade. Assina, Jair Bolsonaro."
Em prisão domiciliar
Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde março e pode receber visitas de Flávio às quartas-feiras e sábados, por duas horas, das 8h às 10h da manhã. Na visita de hoje, Flávio conta ter atualizado Jair sobre como anda sua pré-campanha e falou sobre como seguem "mais fortes que tudo". A respeito do estado de saúde do pai, o senador diz que ele está "firme e forte, na medida do possível".
Condenado no caso da trama golpista, Jair Bolsonaro cumpre 27 anos e três meses pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
A prisão domiciliar temporária, que foi renovada no último dia 3, conta com restrições. Entre elas, Bolsonaro não pode usar aparelhos celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa. Redes sociais também não podem ser utilizadas, diretamente ou por intermédio de terceiros. O Terra questionou ao STF se a leitura da carta segue as normas, mas não teve retorno até o momento.