O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos e afirmou que o parlamentar deixou o Brasil para evitar responder às investigações em andamento. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça nesta quarta-feira, 28, mesmo dia que o senador desembarcou em Miami depois de viajar com a família em um avião particular.
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“O assunto do Flávio Bolsonaro é um assunto da Justiça, da Polícia Federal, do caso de um senador da República que é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas e que fugiu do país para não responder pelos seus crimes”, disse Boulos.
A viagem de Flávio aconteceu um dia depois do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmar que havia sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e que estava proibido de deixar o país.
Flávio viajou com a esposa e as duas filhas. A família deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina na noite de terça-feira, 27, e embarcou em um avião fretado. Após uma escala em Guayaquil, no Equador, a aeronave seguiu para Miami, onde pousou na manhã desta quarta-feira.
A viagem ocorreu em meio às investigações que envolvem o senador. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro em um caso relacionado ao advogado Willer Tomaz. Outra investigação envolve suspeitas de irregularidades em operações financeiras relacionadas ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a PF informou que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido. Segundo o órgão, o descumprimento das determinações relacionadas aos documentos de viagem, por si só, não caracteriza essa condição nem autoriza automaticamente a prisão do parlamentar.