O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira, 28, que dez pessoas morreram em episódios de violência com motivação política registrados no Brasil desde o último fim de semana. Durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça, em Brasília, Boulos classificou os ataques como incompatíveis com a democracia.
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Segundo os números apresentados por Boulos, foram contabilizados 45 casos de violência e atentados desde sábado, véspera do 2º turno, e os ataques se intensificaram após a proclamação da vitória e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O levantamento citado pelo ministro inclui dez mortes, entre elas três de indígenas, sete casos de atropelamentos intencionais, 14 ocorrências de agressões físicas, cinco casos de disparos ou atentados com armas de fogo, cinco registros de violência e coação contra indígenas e seis casos de abuso de autoridade e violência policial.
“Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou, outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para cometimento de crimes, para agressões. Isso não pode ser pretexto para assassinatos [...] Isso não cabe na democracia, isso é próprio de barbárie. Isso não pode ficar impune e não ficará impune”, afirmou Boulos.
Os estados com maior concentração de ocorrências, conforme os dados apresentados na coletiva, foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
Boulos afirmou que a atribuição de responsabilidade pelos casos deverá ser apurada pelas autoridades competentes. “Os agressores, os criminosos serão investigados e punidos por essa prática inaceitável da democracia brasileira”, garantiu o ministro.