Donald Trump fala sobre Lula em coletiva: "eu gosto dele"

Em coletiva na Casa Branca, presidente dos EUA detalha criação de organismo internacional, políticas de imigração e operações de combate ao narcotráfico

20 jan 2026 - 18h49

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ratificou nesta terça-feira (20) que formalizou um convite ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para participar do Conselho de Paz. A estrutura é apresentada pela administração republicana como um mecanismo para mediação de conflitos globais e reconstrução de áreas afetadas por guerras, com foco inicial na Faixa de Gaza.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images / Perfil Brasil

Durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, que marcou o primeiro ano de seu segundo mandato, o presidente foi questionado sobre a relação com o governo brasileiro. A repórter da TV Globo questionou se o convite havia sido realizado e qual seria a função de Lula, especialmente no contexto da crise diplomática entre Estados Unidos e Venezuela.

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Trump confirmou a iniciativa e declarou: "Um grande papel. Eu gosto dele". A gestão norte-americana sinaliza que o Brasil poderá atuar como um interlocutor estratégico em questões de estabilidade regional na América Latina dentro desta nova organização.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Conselho de Paz substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), Trump apresentou críticas à atual eficácia da entidade. O presidente afirmou que, embora reconheça o potencial da instituição, não a utilizou em suas tentativas de resolução de conflitos internacionais.

Sobre a ONU, o mandatário afirmou: "Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme."

A Casa Branca disponibilizou um relatório de 31 páginas listando 365 medidas adotadas no primeiro ano de mandato. O documento destaca ações no comércio exterior, como a implementação de tarifas globais, e operações militares.

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No âmbito interno, a imigração permanece como tema central. O governo reportou a mobilização de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), resultando em 605 mil deportações e 1,9 milhão de saídas voluntárias. Trump comentou os protestos em Minnesota após a morte da cidadã Renée Good em uma ação migratória, além de mencionar grupos como os Hell's Angels, afirmando: "Eles fazem nossos Hells Angels parecerem as pessoas mais doces do mundo, enquanto os Hell's Angels agora são considerados pessoas legais e de alta qualidade. Eu gosto dos Hell's Angels. Eles votaram em mim."

A administração anunciou que pretende expandir o combate ao tráfico de drogas para a via terrestre "muito em breve". Segundo o Executivo, as operações navais no Caribe e no Pacífico apresentaram resultados na redução do fluxo de entorpecentes, e a nova fase prevê incursões e bombardeios em solo na América Latina para desarticular organizações criminosas.

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