Dino vence ação de R$ 1,2 milhão contra hospital por morte de seu filho em 2012

Segundo ministro do STF, valor da indenização será doado integralmente

10 out 2025 - 14h12
(atualizado às 14h15)
Flávio Dino, ministro do STF, diz que os valores recebidos serão doados integralmente
Flávio Dino, ministro do STF, diz que os valores recebidos serão doados integralmente
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino venceu uma ação movida contra o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, por falhas médicas que resultaram na morte de seu filho, em 2012. O processo terminou com a condenação da instituição ao pagamento de R$ 1,2 milhão em indenização, que será integralmente doado, segundo o magistrado.

Em nota publicada nas redes sociais, Dino afirmou que o que realmente importa é o reconhecimento judicial de que o hospital teve responsabilidade no caso. “A indenização não tem relevância para nós. Todo o valor será doado. O essencial é que ficou comprovada a culpa da instituição pelos erros que levaram à morte de uma criança de 13 anos”, escreveu.

Publicidade

O ministro também dedicou a decisão à memória do filho, Marcelo Dino, e agradeceu o apoio recebido de familiares e amigos. Ele mencionou ainda o Projeto de Lei 287/2024, de sua autoria no período em que atuava no Senado, que estabelece um sistema de avaliação contínua da qualidade dos serviços hospitalares. A proposta ainda aguarda análise do Congresso Nacional.

O Terra tenta contato com o hospital Santa Lúcia, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Morte de Marcelo Dino

Em fevereiro de 2012, Marcelo, de 13 anos, foi levado ao Santa Lúcia durante uma crise de asma. O hospital afirmou, na época, que o garoto foi encaminhado diretamente à UTI e recebeu atendimento imediato. Segundo a nota divulgada pela instituição, ele relatou dificuldade para respirar e passou por tentativas de reanimação antes de morrer por volta das 7h.

A família de Flávio Dino e sua ex-esposa, Deane Fonseca, sustentou na ação que houve negligência no atendimento, alegando que a médica responsável pela UTI pediátrica teria deixado o plantão, o que provocou atraso no socorro.

Publicidade

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu investigação para apurar o caso. Uma médica e uma auxiliar de enfermagem chegaram a ser denunciadas por homicídio culposo, mas foram absolvidas em 2018, por falta de provas, conforme decisão fundamentada no artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal.

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se