O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira, 6, em entrevista à GloboNews, que não vê contradição entre ter criticado a relação de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e declarar apoio ao senador em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Questionado pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery sobre a aproximação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro e sua declaração anterior de que políticos que se encontraram com o banqueiro haviam “perdido o ponto”, Zema afirmou que sua posição contra o PT permanece como prioridade em um cenário de disputa entre direita e esquerda.
“No segundo turno, primeiro, eu estarei lá. Estou muito confiante. E no segundo turno, a direita não votará no PT. Eu prefiro votar aqui nesse copo do que votar no PT, que destruiu o meu Estado e está destruindo o Brasil”, declarou.
A fala ocorreu após a jornalista relembrar que, em maio, quando vieram a público áudios de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Zema classificou o episódio como “imperdoável” e afirmou que era “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
O ex-governador de Minas disse que mantém a crítica feita na época e negou ter mudado de opinião por pressão interna do partido. “Tudo o que eu disse eu confirmo, não mudo nada daquilo que eu disse. Foi um momento de muita indignação para mim”, afirmou.
Zema também foi questionado sobre a doação feita por Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao Partido Novo em Minas Gerais nas eleições de 2022. O ex-governador afirmou que nunca recebeu recursos da família e que a contribuição foi feita ao partido, não diretamente a ele.
“Eu nunca recebi doação de ninguém do Banco Master da família Vorcaro. Ele pode ter doado para o partido, não para mim”, disse.
Zema também defendeu sua estratégia diante das pesquisas eleitorais, nas quais aparece com baixa intenção de voto. Ele afirmou que os eleitores ainda não estariam em “modo eleitoral” e citou sua vitória em Minas Gerais em 2018, quando começou a campanha com pouca expressão nas sondagens e venceu em primeiro turno.