Caiado diz que 'os fatos' fizeram ele mudar posição sobre Flávio no caso Master: 'Ele não tem condição de ser candidato'

Ex-governador disse que candidatos à Presidência precisam ter um histórico de integridade e autoridade moral para comandar o país

7 ago 2026 - 15h50
Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, durante entrevista na GloboNews
Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, durante entrevista na GloboNews
Foto: Divulgação/ Globo/João Cotta

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, explicou sobre a recente mudança de tom em relação a Flávio Bolsonaro (PL) no caso envolvendo o Banco Master. Em entrevista à GloboNews, nesta sexta-feira, 7, o ex-governador de Goiás afirmou que mudança de posição sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu diante dos "fatos”.

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"Os fatos", respondeu o governador ao ser questionado sobre o motivo da mudança.

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Segundo Caiado, no primeiro momento ele considerou que Flávio deveria apresentar explicações sobre as informações divulgadas, mas que passou a rever sua posição após uma sequência de acontecimentos que, segundo ele, não foram esclarecidos pelo senador.

"Se você fizer um corte temporal, você vai ver exatamente isso. Num primeiro momento, quando disseram, eu disse: 'Olha, a pessoa, cabe a ele explicar aquilo que está sendo levado ao conhecimento da população'. Eu não fiz um pré-julgamento dele. Depois que esses fatos todos foram acontecendo", explicou.

Durante a entrevista, Caiado citou como exemplos o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além da ida do senador à casa do banqueiro. "O áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Depois teve o fato dele ter ido à casa do Vorcaro, dele ter depois também essa discussão toda de onde foi parar o dinheiro".

Caiado afirmou ainda que sua crítica não está relacionada apenas à existência de uma denúncia ou questionamento, mas à capacidade de um homem público apresentar respostas convincentes diante das acusações.

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"Eu não tenho que fazer pré-julgamento. Eu tenho que analisar depois os fatos. Ora, se ele é candidato à Presidência da República, ele pode até querer a presunção de inocência no momento que ele foi denunciado. Mas se ele não teve capacidade de comprovar a inocência, ele não tem condições de ser candidato", disse.

Por fim, Caiado defendeu ainda que candidatos à Presidência precisam ter um histórico de integridade e autoridade moral para comandar o país. "Não se governa sem autoridade moral", declarou.

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Fonte: Portal Terra
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