Caiado critica Flávio e Lula: 'Tanto faz roubar com a mão direita ou esquerda'

Perguntado se o filho do ex-presidente Bolsonaro seria ladrão, ex-governador de Goiás foi evasivo

20 ago 2026 - 20h51
Resumo
Em sabatina, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) criticou Flávio Bolsonaro e o PT, rejeitando a corrupção em ambos os lados e a herança familiar na política. Apresentando-se como nome da centro-direita e do agronegócio, propôs tipificar o terrorismo doméstico, reforçar fronteiras com inteligência artificial e atrair tecnologia para minerais críticos sem ferir a soberania nacional. Por fim, reafirmou sua histórica oposição a Lula.

O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sugeriu que o filho mais velho de Jair Bolsonaro recebeu dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô no escândalo do caso Master. "Quem roubou não tem autoridade para combater o crime."

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A declaração foi dada aos jornalistas do SBT News nesta quinta-feira, 20, durante sabatina da emissora.

Sobre os escândalos que envolvem o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, Caiado foi direto: "Tanto faz roubar com a mão direita ou esquerda. É ladrão."

Perguntado se Flávio Bolsonaro seria ladrão, foi evasivo. "Entenda como você quiser." E seguiu com as críticas à família do ex-presidente, sinalizando ao eleitorado religioso: "E para quem gosta de versículo bíblico, Jesus Cristo disse que o demônio é o pai da mentira".

Em terceiro nas pesquisas de intenção de voto, o candidato fez críticas ao filho mais velho de Jair Bolsonaro. "Eleição se constrói com mérito, não por herança familiar." Em aceno ao eleitorado bolsonarista, Caiado disse ter respeito pelo ex-presidente, mas pediu explicações sobre vínculos da família Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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"O candidato para defender a centro-direita não pode entrar na campanha para se explicar. Já o pessoal do PT absorveu a corrupção."

O ex-governador também se apresentou como o candidato do agronegócio. Ao ser questionado por que os produtores rurais preferem Flávio Bolsonaro nas pesquisas, Caiado disse defender o agro "antes de ser pop".

Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República
Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República
Foto: @cnt_transporte via Youtube/Reprodução / Estadão

Segurança pública e terras raras

Perguntado sobre projetos para a segurança pública, Ronaldo Caiado disse que vai criar uma legislação para o tipo penal de terrorismo do doméstico. "Como você é presidente da República e não pode entrar no Complexo da Penha?"

O candidato disse que coordenaria a atuação de forças militares vizinhas para policiar fronteiras e combater as organizações criminosas no País. O ex-governador goiano citou a Europol, polícia europeia, como exemplo. "Em nada agrede a soberania do País."

Sobre o monitoramento dos quase 17 mil quilômetros de fronteira, o candidato do PSD afirmou que seria possível patrulhar todas as áreas pelo uso de drones e de inteligência artificial. Caiado também afastou a possibilidade de construir muros nas fronteiras brasileiras.

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Sobre a atuação do exército norte-americano em território nacional, Caiado se disse contra. "Isso é inaceitável. Quem tem que resolver esse problema é o presidente da República."

Durante a sabatina, Ronaldo Caiado também falou sobre estratégias para minerais críticos e terras raras no País. O candidato afirmou que quer trazer tecnologia ao País. Perguntado sobre acordos com os Estados Unidos, ele negou que vai entregar riquezas nacionais aos norte-americanos.

"Memorando de entendimento eu também fiz com Japão, mas só se lembram dos Estados Unidos. É preciso atualizar o Brasil, deixarmos de ser colônia. Estamos na Idade da Pedra."

Já no fim da sabatina, Caiado foi perguntado sobre o PSD, partido do qual faz parte, ser aliado do presidente Lula, ao que replicou: "O partido que se explique. Sou oposição ao Lula há 40 anos".

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