Uma adolescente de 14 anos, identificada como Alice Nitz, foi vítima de um ataque do ex-padrasto e foi morta a facadas nesta segunda-feira, 17, em Encantado, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio e o suspeito segue foragido.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Segundo a delegada Dieli Caumo, responsável pela investigação, a polícia não descarta inicialmente a possibilidade de o crime ser enquadrado como vicaricídio, mas a principal linha de investigação, neste momento, é a de feminicídio.
O suspeito ligou para o irmão e para a cunhada depois de cometer o crime e afirmou que havia matado a enteada, segundo a delegada ao Terra. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades.
O homem manteve um relacionamento com a mãe de Alice por cerca de 13 anos e se separaram aproximadamente um mês antes do assassinato. De acordo com a delegada, a investigação não encontrou, até o momento, indícios de que o término tenha sido marcado por conflitos que pudessem sustentar a hipótese de uma vingança contra a ex-companheira.
"Foi um término de relacionamento consensual, pelo que a gente pôde apurar. Por isso não se sustenta a tese do vicaricídio", afirmou Dieli.
"A gente trabalha com a questão do feminicídio pela relação de afeto de padrasto e enteada que havia antes e ainda existia, porque ela mantinha contato com ele mesmo depois dele ter se separado da mãe dela", explicou a delegada.
O que é vicaricídio?
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa mata um filho, pai, mãe ou outro dependente de uma mulher com o objetivo de causar sofrimento, puni-la ou se vingar dela. O crime foi tipificado passou após um pacote de medidas de combate à violência doméstica sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril.