O vice-presidente Geraldo Alckmin estreia neste sábado na campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, participando do lançamento do plano de educação. Alckmin atuará às sextas e fins de semana, focando em prefeitos e empresários do interior para fortalecer Haddad e a reeleição de Lula. A mobilização reflete a prioridade estratégica dada pelo PT ao eleitorado paulista, onde o partido tem concentrado esforços e eventos para ampliar sua capilaridade política.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estreia no próximo sábado, 22, na campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Ex-governador do Estado por quatro vezes, Alckmin se colocou à disposição para participar de agendas em São Paulo nas tardes de sexta-feira e nos finais de semana, a fim de reforçar as campanhas de Haddad e do próprio presidente Lula (PT) no Estado.
No sábado, Alckmin participará do lançamento do plano de governo de Haddad para a educação paulista. O evento deve reunir todos os integrantes da chapa petista. No início da semana, o ex-ministro da Fazenda já havia antecipado algumas propostas para a área, entre elas, a realização de concursos públicos para professores da rede estadual. O petista também defendeu que algumas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) recebam infraestrutura semelhante à dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e passem a oferecer cursos superiores.
"Alckmin concordou em, a partir da próxima semana, estar em São Paulo todos os finais de semana e na sexta-feira à tarde", afirmou o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, o advogado Marco Aurélio Carvalho, ao Estadão.
Segundo o coordenador, Alckmin vai se dedicar principalmente a agendas no interior, onde deve dialogar com empresários e prefeitos. O vice-presidente governou São Paulo em quatro ocasiões e mantém boa relação com os chefes de Executivos municipais do Estado, que, na avaliação da campanha petista, estão desgostosos com a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A expectativa é que Alckmin participe de agendas com Haddad, mas também tenha compromissos independentes do ex-ministro da Fazenda, sozinho ou ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (PSB). A campanha quer aproveitar a chapa de ministros para ganhar capilaridade no Estado.
São Paulo é considerado um Estado estratégico para a reeleição do presidente Lula e, por isso, tem recebido prioridade da campanha. Entre agendas oficiais e de campanha, Lula esteve no Estado pelo menos nove vezes nos últimos 30 dias - quase uma a cada três agendas realizadas pelo presidente no período.
Duas dessas agendas estavam cotadas para ocorrer em outros Estados e foram transferidas para São Paulo. É o caso da convenção do PT, que inicialmente seria em Brasília, e do próprio lançamento da campanha de Lula, que se cogitou fazer no Ceará, mas acabou acontecendo em São Bernardo do Campo, berço político de Lula.