O empresário João Victor Batista Pinheiro, de 45 anos, morreu nesta terça-feira, 18, enquanto passava por um procedimento estético em uma clínica localizada no bairro Aldeota, em Fortaleza, no Ceará. De acordo com Alysson Castro, advogado da família, Pinheiro era submetido a um procedimento facial conhecido como “lifting”. A Polícia Civil investiga as circunstâncias e a causa da morte.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Ao Terra, Castro informou que Pinheiro era paciente da clínica havia pelo menos dois anos. Ele relatou que o empresário estava acompanhado por uma médica anestesista durante o procedimento e que, após receber as medicações utilizadas na intervenção, passou mal e morreu.
De acordo com o advogado, a morte ocorreu às 12h52 e foi atestada pela própria médica anestesista que acompanhava o procedimento. O advogado afirmou que, conforme as informações levantadas até o momento, a profissional relatou que o empresário tinha histórico de hipertensão.
O advogado também questionou as condições do local onde o procedimento era realizado. Segundo ele, a intervenção ocorreu em uma sala de uma clínica estética, e não em um centro cirúrgico. Castro afirmou ainda que não havia um desfibrilador disponível no espaço e que funcionários teriam procurado equipamentos em clínicas próximas após o empresário apresentar complicações.
O empresário morreu no Espaço Michele França. O Terra procurou a cirurgiã-dentista responsável pela clínica, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Investigação vai apurar responsabilidades
Segundo Castro, será necessário apurar se a profissional de odontologia tinha autorização e competência para realizar o procedimento e se a médica anestesista tinha conhecimento do histórico de saúde do empresário.
“João Victor deixa esposa, dois filhos e um vasto círculo de colaboradores e amigos consternados com sua partida. Não há, até o momento, qualquer elemento que indique conduta da vítima apta a justificar o evento morte, cabendo à autoridade policial no curso do inquérito instaurado apurar a dinâmica dos fatos e aferir a existência de dolo ou culpa por parte dos responsáveis", disse o advogado.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense (Pefoce) também foram acionadas para a ocorrência. "Apenas após laudo da Pefoce será possível determinar as causas do óbito. O caso está a cargo da Delegacia de Polícia Civil do 2° Distrito Policial", disse a SSPDS.
"Esta defesa técnica acompanhará as diligências investigativas, requerendo as medidas necessárias ao integral esclarecimento do ocorrido e à devida responsabilização dos envolvidos, sem prejuízo das ações indenizatórias cabíveis à família", acrescentou o advogado da família.
Quem era o empresário?
O empresário era proprietário da Casa de Fogos São João, empresa especializada na montagem de efeitos pirotécnicos para eventos. Ao longo da carreira, ele trabalhou com nomes conhecidos da música, entre eles Mari Fernandez, Wesley Safadão, Xand Avião e Taty Girl.
A companhia também participou de produções contratadas por prefeituras do Ceará e esteve envolvida em eventos de grande porte, como a Farofa da GKay, o São João de Maracanaú e o Ceará Music. A empresa também prestou serviços para a torcida do Fortaleza Esporte Clube.
Após a morte do empresário, a Casa de Fogos São João publicou uma nota de pesar. "Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colaboradores e todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo", afirmou.
"Sua trajetória, seu legado e sua presença jamais serão esquecidos. Nossas sinceras condolências", acrescentou a empresa.