Vereador é preso suspeito de mandar matar ex-parlamentar para ocupar vaga em PE

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu um vereador suspeito de mandar matar um ex-parlamentar para ocupar sua vaga na cidade de Aliança, Agreste de Pernambuco.

4 jun 2026 - 13h15
(atualizado às 13h22)

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu três pessoas na quarta-feira, 3 de junho durante as investigações sobre o assassinato do ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como "Ezinho Construção", ocorrido em Alagoinha, no Agreste do estado.

Marcos dos Santos (esq.) foi preso por suspeita de assassinar Ezio Cordeiro.
Marcos dos Santos (esq.) foi preso por suspeita de assassinar Ezio Cordeiro.
Foto: Reprodução / Portal de Prefeitura

Entre os detidos está um vereador em exercício do município, apontado pelos investigadores como principal suspeito de ter articulado o crime. A apuração policial trabalha com a hipótese de que a motivação estaria relacionada à disputa por espaço político na Câmara Municipal.

Publicidade

Além do parlamentar, também foram presos a esposa dele e um assessor. Segundo a investigação, o assessor teria atuado como intermediário na contratação do homem suspeito de executar o homicídio.

O crime aconteceu em abril de 2025. De acordo com a Polícia Civil, Ezinho havia acabado de sair de um estabelecimento comercial de sua propriedade quando foi surpreendido por criminosos armados. A vítima foi atingida por diversos disparos e chegou a ser socorrida inicialmente para uma unidade de saúde da região.

Devido à gravidade dos ferimentos, o ex-vereador foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu.

As investigações apontam que o vereador preso seria o possível mandante do assassinato. A polícia suspeita que o crime possa ter sido planejado para beneficiar interesses políticos locais, embora as apurações ainda estejam em andamento.

Publicidade

No caso da esposa do parlamentar, a prisão está relacionada a supostas tentativas de dificultar o trabalho investigativo. Conforme a Polícia Civil, durante diligências realizadas anteriormente, um aparelho celular que poderia interessar ao inquérito não foi encontrado.

Dias depois, o casal procurou uma delegacia para registrar o suposto roubo do equipamento. Os investigadores passaram a apurar se a ocorrência teria sido utilizada para encobrir informações consideradas relevantes para o caso.

Já o assessor é investigado por suposta participação na articulação que teria levado à contratação do executor do crime.

Em nota, a Polícia Civil informou que cumpriu mandados de prisão contra dois homens e uma mulher por envolvimento em um homicídio investigado pela corporação. Após os procedimentos de praxe, os suspeitos foram colocados à disposição da Justiça.

O inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia de Alagoinha, que continua apurando as circunstâncias do assassinato e a participação de cada investigado no caso.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações