Paraguaios são resgatados de condições análogas à escravidão em fábrica ilegal de cigarros em PE

Um grupo de 25 trabalhadores paraguaios foram resgatados de condições análogas à escravidão em fábrica ilegal de cigarros no Cabo de Santo Agostinho (PE).

4 jun 2026 - 13h35
(atualizado às 14h37)

Uma força-tarefa realizada nesta quinta-feira, 4 de junho, desmantelou uma fábrica clandestina de cigarros instalada no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Cigarros.
Cigarros.
Foto: Reprodução/Ilustração / Portal de Prefeitura

Durante a ação, as autoridades encontraram 25 trabalhadores paraguaios vivendo em condições consideradas semelhantes à escravidão.

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A operação reuniu equipes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Polícia Federal e Polícia Militar. O alvo foi um imóvel localizado na região de Pontezinha, onde funcionava uma estrutura voltada à produção ilegal de cigarros.

Além do resgate dos trabalhadores estrangeiros, a ação resultou na prisão de 19 pessoas. No local, os agentes encontraram grande quantidade de cigarros já embalados para comercialização, além de matérias-primas, insumos e maquinário utilizado na fabricação dos produtos.

Segundo a Secretaria da Fazenda, a descoberta ocorreu após um trabalho de inteligência que identificou a atividade clandestina. Ao chegarem ao endereço, as equipes constataram não apenas a produção irregular, mas também as condições precárias em que os trabalhadores estavam alojados.

Os paraguaios encontrados na fábrica foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, no Recife, onde a situação migratória e trabalhista de cada um deles deverá ser analisada. A investigação sobre as possíveis condições análogas à escravidão ficará sob responsabilidade das autoridades federais.

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De acordo com a Sefaz-PE, os cigarros produzidos no local não possuíam selo de controle fiscal, documento obrigatório para a comercialização legal do produto. A suspeita é de que a produção fosse destinada ao mercado pernambucano.

Auditores fiscais também iniciaram um levantamento para identificar há quanto tempo a fábrica operava e quais pessoas ou empresas podem estar ligadas ao esquema.

As investigações apontam que a marca produzida clandestinamente era denominada "Eight". Os equipamentos encontrados demonstram que toda a linha de produção funcionava dentro do imóvel, desde a fabricação até a preparação dos cigarros para distribuição.

A Polícia Federal, a Polícia Militar e a Secretaria da Fazenda seguem apurando a extensão das atividades do grupo, bem como possíveis crimes tributários, trabalhistas e de falsificação de produtos.

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O caso continua em investigação.

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