Donos da Camisaria Colombo são alvos de operação da Polícia Civil contra fraude milionária e ocultação de patrimônio

Justiça decretou mandados de prisões temporárias contra os proprietários de lojas de moda masculina

21 ago 2025 - 09h16
(atualizado às 11h39)
Resumo
Donos da Camisaria Colombo são investigados na Operação Fractal por fraude bancária milionária, ocultação de patrimônio e prejuízo a credores, com mandados de prisão e busca em diversas cidades.
Donos da Camisaria Colombo são alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo
Donos da Camisaria Colombo são alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo
Foto: Reprodução/Shopping Gurarapes

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta quinta-feira, 21, a Operação Fractal, que investiga um esquema de fraude bancária milionária e ocultação de patrimônio. Entre os alvos estão os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, donos da rede de moda masculina Camisaria Colombo. Investigadores estimam que a trama teria rendido aos empresários R$ 21 milhões.

De acordo com a Polícia Civil, mais de 20 agentes da Delegacia de Crimes Cibernéticos cumprem 12 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Birigui, Avaré e Brasília. Quatro mandados de prisão devem ser cumpridos.

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Segundo a investigação, o grupo explorava uma vulnerabilidade no sistema da PagSeguro para criar créditos inexistentes e movimentar os valores de forma pulverizada em diversas contas. Parte expressiva dos recursos teria sido centralizada em uma única empresa.

A investigação começou em dezembro, após denúncia de uma instituição financeira, e apontou que o esquema também tinha como objetivo ocultar patrimônio em meio a um processo de recuperação judicial, causando prejuízo a credores e ao sistema financeiro nacional. Além dos principais alvos, também são investigadas outras pessoas que teriam sido beneficiadas pelas transferências.

O Terra tenta localizar as defesas de Álvaro e Paulo Jabur Maluf. A Camisaria Colombo e a PagSeguro também foram procuradas, mas não responderam até o momento.

O PagBank, responsável pelo PagSeguro, informou que não comenta sobre processos judiciais.

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Fonte: Redação Terra
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