Motoristas de ônibus fazem greve e mais de 200 mil passageiros são afetados em SP

Trabalhadores cobram regularização do FGTS, INSS e benefícios; Prefeitura diz que pagamentos estão em dia e faz operação emergencial

19 out 2026 - 08h32
(atualizado às 08h35)
Motoristas de ônibus fazem greve e mais de 200 mil passageiros são afetados em SP
Motoristas de ônibus fazem greve e mais de 200 mil passageiros são afetados em SP
Foto: Reprodução/TV Globo

Os motoristas de ônibus da antiga Transwolff, que opera o transporte público da Zona Sul de São Paulo, capital, realizam uma greve na manhã desta segunda-feira, 19. Cerca de 267 mil passageiros foram afetados pela paralisação de 34 linhas. Os funcionários protestam contra problemas trabalhistas e cobram a regularização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do INSS, e exigem melhorias nos benefícios.

A greve afeta as linhas do lote D10, dos ônibus azuis. Desde dezembro do ano passado, os serviços estão sob responsabilidade da SPTrans, depois que a Prefeitura de São Paulo decretou caducidade do contrato com a Transwolff.

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Em nota, a Prefeitura informou que o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender as 34 linhas que estão paralisadas. A administração também pediu reforço policial para duas garagens. Já o lote D11 funciona normalmente nesta segunda-feira.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a lentidão no trânsito da zona sul chegou a 192 quilômetros no início da manhã.

A SPTrans classificou a paralisação como ilegal, sob a justificativa de que não houve o aviso prévio de 72 horas exigido pela legislação para greves no transporte coletivo. A empresa também afirmou que os salários e benefícios dos funcionários estão em dia.

Nesta manhã, os trabalhadores se concentraram em frente a uma das garagens da antiga Transwolff para protestar contra as condições de trabalho que consideram precárias. Eles pedem melhoria no pagamento do vale-alimentação e outros benefícios, e exigem a regularização do FGTS e INSS.

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Passageiros que dependem dos ônibus para se locomover pela cidade relataram dificuldades, e tiveram que recorrer a carros de aplicativo, caronas e se preocuparam com a volta para casa, ou a ida ao trabalho.

A antiga Transwolff deixou de operar os lotes D10 e D11 em dezembro de 2025, após a Prefeitura assumir os serviços. Segundo a administração municipal, a contratação de uma empresa para retirar os adesivos antigos dos veículos foi concluída na quinta-feira, 15, e os trabalhos devem começar nos próximos dias.

O que diz a Prefeitura de São Paulo

"A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, repudiam o ato ilegal que prejudica 267 mil passageiros na manhã desta segunda-feira (19), paralisando os serviços do lote D10 sem atender a legislação que prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações no serviço essencial de transporte coletivo público. Foi solicitado reforço policial para as duas garagens dos lotes. O Paese foi acionado para 34 linhas. O lote D11 está operando normalmente. 

A SPTrans, que administra e opera as linhas dos lotes D10 e D11 desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff, está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregados e os pagamentos de salários e benefícios estão todos em dia. 

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O plano de saúde para os empregados está em processo licitatório para contratar fornecedor. Enquanto este processo está em andamento, os colaboradores estão recebendo o valor de compensação previsto em Acordo Coletivo, o que não era cumprido pela gestão da Transwolff.

Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Toda a parte de responsabilidade da SPTrans está rigorosamente em dia.

Sobre a alteração na identificação dos veículos, a Prefeitura volta a esclarecer que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. O processo para alteração dos veículos será iniciada nos próximos dias. Na quinta-feira (15) foi concluído o processo licitatório para contratação de empresa para realizar os serviços de funilaria que incluem a remoção dos adesivos. Vale ressaltar que esta alteração já estava prevista e em nada altera a relação com os funcionários que trabalham nos lotes, que seguem com seus pagamentos garantidos."

Fonte: Portal Terra
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