O historiador Marco Antonio Villa fez um post nas redes sociais após ser considerado foragido da Justiça por dívida de pensão alimentícia para a ex-esposa e o filho no valor de R$ 570.358,61. O professor afirmou que a cobrança contra ele é uma “injustiça sem precedente” e que o valor é muito acima do que ele tem condições de pagar.
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A Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão contra o comentarista político de 71 anos. Villa afirma que é obrigado a pagar mensalmente 20 salários mínimos, cerca de R$ 40 mil reais, à ex-mulher e ao filho, que tem 45 anos e é PCD.
A ordem de prisão foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) no dia 8 de outubro. A determinação é para a prisão de Marco Antonio Villa por 30 dias, podendo prorrogar por mais 30.
O professor, que se diz uma vítima da condenação, afirma na publicação que já destinou mais de R$ 1,5 milhão em pensão, além de dois imóveis e até valores contraídos por ele através de empréstimos bancários.
“Desde que fui vítima desta condenação, vi-me compelido a destinar aos beneficiários tudo o que tinha e o que não tinha para não ter minha liberdade cerceada. Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho, já tendo destinado a minha ex-esposa: i) os dois imóveis antes por mim titulados (o que nos serviu de lar e um outro situado no litoral); ii) todas as minhas economias; e, ainda, iii) valores levantados mediante a contratação de empréstimos bancários”, diz o texto.
Villa trata o filho como “querido” e diz que, aos 45 anos, em razão das suas “fragilidades”, foi manipulado pela mãe para apoiar a cobrança pela pensão. Entretanto, ele não cita qual condição do filho.
No fim do texto, Marco Antonio Villa ainda afirma que o caso corre em segredo de justiça: “As diversas ações judiciais em andamento, visando à correção de todos os abusos contra mim cometidos, tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes por mim publicados”, completa.