Copacabana foi palco do Ato Musical pela Democracia na tarde deste domingo (18). A manifestação reuniu artistas e milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com apresentações musicais, discursos pró-Democracia e provocações a Flávio Bolsonaro (PL).
O evento foi uma das várias mobilizações em apoio à reeleição do presidente Lula pelo país, que também aconteceram em capitais como Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza.
O ato no Rio de Janeiro foi convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes. A concentração começou por volta das 14h, no Posto 5 da praia, e as apresentações musicais tiveram início às 16h15, com Edu Krieger. Ao todo, 32 atrações participaram do evento, que durou mais de quatro horas.
Entre as atrações estavam Caetano Veloso, Djavan, Marina Sena, Duda Beat, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Jorge Vercillo, Xamã, Puterrier, entre outros artistas. Sophie Charlotte também se apresentou e cantou “Dê um rolê”, música lançada por Gal Costa em 1971. O grupo de rap 3030, Rubel, Delacruz, Jão, Moreno Veloso, Ebony, Moacyr Luz e Nego Álvaro também integraram a programação.
Além de acompanhar os shows, os participantes entoaram gritos de apoio ao atual presidente e levaram bandeiras e cartazes com reivindicações sociais e políticas.
Caetano e Djavan dividiram o palco na reta final do evento, quando embalaram sucessos como “Sina”, “Linha do Equador”, “Lilás” e “Gente”. Os dois também foram envolvidos por uma bandeira do Brasil e se abraçaram, em um gesto que levantou o público.
Durante o ato, Djavan desejou uma eleição positiva e defendeu a democracia e a soberania nacional. “Desejo a todos uma eleição maravilhosa, salve a democracia do Brasil, a soberania do nosso país. Força, saúde e felicidade para todos, até a próxima. O Brasil é nosso”, declarou.
Caetano, por sua vez, destacou o papel da cultura brasileira na defesa das instituições democráticas: “A cultura brasileira, a música brasileira, resistindo contra as ameaças contra a democracia”, afirmou.
Xingamentos a Flávio Bolsonaro e gritos em apoio a Lula
Manifestantes entoaram gritos de apoio a Lula, como “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e xingamentos a Flávio Bolsonaro. Entre os protestos contra o candidato do PL, ouvia-se “Flávio Bolsonaro é a p*** do Vorcaro”, além de gritos de “Sem anistia”, em referência aos presos por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Boa parte do público vestia as cores verde e amarelo, conforme sugeriram os perfis oficiais do Ato Musical pela Democracia. Outros, no entanto, compareceram de vermelho, cor historicamente associada à campanha do petista.
A manifestação também foi marcada por bandeiras em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), do fim da escala de trabalho 6x1 e da democracia. As pautas dividiram espaço com as apresentações musicais e manifestações de apoio ao presidente Lula.
Justiça Eleitoral rejeitou pedido para suspender manifestações
A realização dos atos foi mantida após o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitar um pedido do partido Novo para suspender manifestações do movimento Brasil nas Ruas, previstas para diferentes cidades do país. A sigla alegava que os eventos poderiam configurar "showmícios" em benefício da candidatura de Lula.
Na decisão, porém, o ministro afirmou que não havia provas suficientes de que os atos fossem comícios eleitorais. Cueva também considerou que a suspensão preventiva representaria uma restrição desproporcional às liberdades de expressão e de reunião.
Lula e Flávio Bolsonaro participam de debate na Band neste domingo, 18, às 20h30. Os adversários ficarão frente a frente pela primeira vez nestas eleições, já que não participaram de programações deste tipo no primeiro turno.