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Corregedoria prende PMs suspeitos de fazer segurança de dono da Transwolff, acusada de elo com PCC

Pelo menos três policiais militares são investigados em participação no esquema; as defesas não foram localizadas

4 fev 2026 - 12h31
(atualizado às 23h36)
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A Corregedoria da Polícia Militar prendeu nesta quarta-feira, 4, três PMs acusados de fazer a segurança para o dono da empresa de ônibus Transwolff, acusada de ligação com Primeiro Comando da Capital (PCC).

No total, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e outros três de prisão contra os investigados, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os detidos são o capitão Alexandre Paulino Vieira, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezario e o sargento Nereu Aparecido Alves. O Estadão busca contato com as defesas. O espaço segue aberto.

A decisão pela prisão dos policiais foi proferida pelo Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, que ainda autorizou busca e apreensão domiciliar. Em nota, a Câmara Municipal de São Paulo informou que, dos três citados, apenas o capitão Alexandre Paulino Vieira atua na Assessoria Policial Militar da casa.

"Ele é integrante do órgão desde outubro de 2014, ou seja, atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes. O cargo ocupado é de confiança e nas atribuições relacionadas à Assessoria Militar na Câmara não há nenhum registro que o desabone", diz o comunicado.

Investigação revelou que duas empresas de ônibus eram responsáveis por lavar recursos ilícitos de uma facção criminosa (foto ilustrativa)
Investigação revelou que duas empresas de ônibus eram responsáveis por lavar recursos ilícitos de uma facção criminosa (foto ilustrativa)
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Estadão

A operação decorre de investigação instaurada após o compartilhamento de provas reunidas em um processo que apura crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, em trâmite na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital.

Segundo a SSP, os policiais militares teriam atuado na segurança pessoal e patrimonial do dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, apontado como integrante da facção criminosa e alvo da Operação Fim da Linha.

"A análise do material apontou participação direta de policiais militares na gerência e na execução da segurança das empresas", esclareceu a SSP, se referindo a Transwolff e a UPBus, investigadas nos anos de 2020 e 2024 por envolvimento com o PCC.

As empresas teriam sido responsáveis por "lavar recursos ilícitos de uma facção criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas, roubos e outros", afirmou a SSP. As concessionárias de transporte público eram responsáveis pelo deslocamento diário de milhões de passageiros na capital paulista e, até então, as atividades irregulares passavam despercebidas.

As informações surgiram a partir dos desdobramentos da Operação Fim da Linha, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.

Procurada, a Transwolff negou relação "com atividades ilícitas ou com os policiais militares citados na reportagem". Em nota, a empresa informou que "repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas" e que "segue se defendendo nas instâncias competentes e colaborando com as autoridades".

O Estadão também entrou em contato com a UPBus, mas não houve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Estadão
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