Marido da prefeita de Bauru e secretário de Governo é preso em operação do Gaeco

Renato Purini foi alvo de operação nesta sexta-feira, 16; agentes cumprem mandados na casa da prefeita e na Prefeitura

16 out 2026 - 08h13
(atualizado às 08h56)
Renato Purini foi alvo de operação nesta sexta-feira, 16; agentes cumprem mandados na casa da prefeita e na Prefeitura
Renato Purini foi alvo de operação nesta sexta-feira, 16; agentes cumprem mandados na casa da prefeita e na Prefeitura
Foto: Reprodução

O marido da prefeita de Bauru (SP), Renato Purini, que também é secretário de Governo da cidade, foi preso na manhã desta sexta-feira, 16, durante uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a Polícia Militar.

Segundo informações da GloboNews, os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na residência da prefeita, Suéllen Rosim (PSD), e também na prefeitura. A operação é um desdobramento da Cavalo de Troia.

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A operação Cavalo de Troia já resultou na prisão de ex-secretários ligados à administração municipal de Bauru. 

Em nota, a Prefeitura de Bauru confirmou a realização da operação e disse que, até o momento, o Município não foi oficialmente informado sobre o objeto da ação. "A Prefeitura permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com o que for necessário e prestar os esclarecimentos eventualmente solicitados. O Município acompanha o andamento da operação", diz o comunicado.

Investigação

A investigação do Gaeco, do Ministério Público, começaram em março após denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Bauru e Região (Ascam).

Valdomiro Pereira da Silva Filho, marido da então presidente da Ascam, Gisele Moretti, tinha ligação com uma facção criminosa e usava a própria influência para intimidar os trabalhadores da Associação, que tinha mais de R$ 5 milhões em contratos com a Prefeitura de Bauru, com dispensa de licitação.

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Valdomiro e a Gisele foram monitorados pelas autoridades e o MP descobriu que o casal também exigia propina para interferir na licitação da gestão do lixo da cidade.

Conversas telefônicas obtidas pela investigação mostraram a participação de secretários municipais e executivos de empresas, o que levou à realização de duas operações do Gaeco com a Polícia Militar.

Fonte: Portal Terra
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