Após cerca de um ano de investigação silenciosa, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Jogo Sujo - Rifas Online, em Osório. A ofensiva teve como foco desarticular grupos suspeitos de explorar jogos de azar ilegais por meio da internet, especialmente através de redes sociais.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/DERCC), em conjunto com a Delegacia de Polícia Civil de Osório, com apoio do Departamento de Polícia do Interior e de efetivos da Operação Verão. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares e patrimoniais para enfraquecer a estrutura financeira do esquema.
De acordo com o delegado Marcos Vinícius De David, titular da DPRCC, os investigados utilizavam estratégias de persuasão baseadas na ostentação de bens e estilo de vida luxuoso para atrair participantes. "Eles criam uma falsa imagem de sucesso e riqueza, o que acaba iludindo as pessoas, que acreditam estar diante de uma oportunidade legítima", explicou em entrevista à Jovem Pan.
Esta é a segunda grande ação da Polícia Civil no município envolvendo crimes digitais. Em 2025, Osório já havia sido alvo de uma operação relacionada a plataformas de apostas conhecidas popularmente como "jogo do tigrinho". Segundo a polícia, essas práticas são ilegais no Brasil, sobretudo por não oferecerem qualquer garantia de auditoria, transparência ou comprovação de premiação.
O delegado João Henrique Gomes de Almeida, responsável pela delegacia de Osório, afirmou que as investigações começaram a partir de denúncias anônimas envolvendo sorteios que prometiam prêmios de alto valor, como veículos e grandes quantias em dinheiro, sem autorização legal. Ele reforçou a importância da colaboração da população para identificar e denunciar esse tipo de crime.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação ou outras ações no município.