Mãe de crianças que sumiram em Bacabal desabafa: 'Coração despedaçado'

Ágatha Isabelly e Allan Michael estão desaparecidos há 16 dias no Maranhão

19 jan 2026 - 14h00
(atualizado às 14h35)
Clarice Cardoso desabafa nas redes sociais; crianças estão desaparecidas há 15 dias
Clarice Cardoso desabafa nas redes sociais; crianças estão desaparecidas há 15 dias
Foto: Reprodução/claricecardoso1004/Instagram

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, estão desaparecidos há 16 dias após saírem para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. A mãe das crianças, Clarice Cardoso, usou as redes sociais no último domingo, 18, para desabafar sobre o sumiço.

"15 dias sem vocês meus amores. O meu pensamento sempre é o mesmo. [Se] estão vivos e com alguém, que Deus possa guiar a pessoa certa, um anjo pra encontrar vocês. Estou com a mente destruída, coração despedaçado, mas a fé que eu tenho em Deus é grande. Não está sendo fácil, mas Deus está me sustentando. Só quero meus filhos de volta", escreveu em publicação no Instagram.

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As crianças sumiram no dia 4 de janeiro no povoado Santa Rosa, na zona rural de Bacabal, no Maranhão. O primo deles que também estava desaparecido, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado no dia 7 de janeiro.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, informou nesta segunda-feira, 19, que Kauã continua em acompanhamento médico e psicológico e será reinserido no convívio da família assim que tiver alta. Além disso, ele enfatizou que a busca das crianças segue sendo uma prioridade e que a Marinha realiza mais buscas no rio do povoado.

O que se sabe após duas semanas de buscas

Até o momento, a pista mais recente que se tem sobre os irmãos é de que eles estiveram em uma casa abandonada próxima a uma região de lago, conhecida como 'casa caída'. Policiais e cães farejadores rastrearam o local após Anderson Kauã ter descrito o local aos investigadores. O desaparecimento chega ao seu 13º dia nesta sexta-feira, 16.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão, Anderson relatou que chegou ao local com Ágatha e Allan, onde passaram a noite. No dia seguinte, Anderson saiu para buscar ajuda e pediu para que os irmãos ficassem no local. Cães farejadores confirmaram a presença das três crianças na casa, mas Ágata e Allan não estavam mais lá. Anderson foi encontrado por produtores rurais em uma estrada a cerca de 100 metros do rio Mearim.

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Ele estava debilitado e sem roupas, mas exames constataram que ele não sofreu violência sexual. Um dia depois de ele ter sido encontrado, a polícia localizou um calção e uma sandália na mata que, posteriormente, confirmou-se tratar de peças do menino. A ação conta com o apoio de um helicóptero, drones com sensor térmico, cães farejadores e a colaboração da comunidade local, além da participação de equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Equipes dos Bombeiros ampliam área de busca por crianças desaparecidas em Bacabal (MA)
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O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afirmou que as forças de segurança seguem firmes e mobilizadas, mas que trata-se de um caso complexo em razão da extensa área de mata densa, com presença de rios, lagos e animais silvestres. Ele ressaltou que Kauã está recebendo acompanhamento médico e apoio psicológico.

"Até o momento, as buscas terrestres já realizaram varredura minuciosa em uma área de mata superior a 3.200 Km², dividida em quadrantes abrangendo todo o território do Quilombo São Sebastião dos Pretos e povoados do entorno. Cães farejadores especializados confirmaram a passagem das crianças por um ponto conhecido como 'casa caída', um casebre de palha abandonado localizado nas imediações do rio Mearim, o que resultou na ampliação das buscas, com reforço de embarcações e ações subaquáticas, além do helicóptero do CTA", disse.

Ágata Isabelly, Allan Michael e Anderson Kauã desapareceram por volta das 15h, no dia 4 de janeiro. Familiares afirmaram que as crianças saíram para brincar na mata do quilombo São Sebastião dos Pretos, onde residem, e não retornaram para casa.

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Ainda no dia 4, policiais deram início à investigação e percorreram as regiões de mata e lago em Santa Rosa. Mais de 600 pessoas estão envolvidas nas buscas pelas crianças, em um trabalho de resgate 24 horas por dia. A operação de busca envolve a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros, moradores, além de helicópteros, cães farejadores e drones.

Fonte: Portal Terra
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